5 álbuns para ouvir | Novembro 2015

O fim do ano está próximo e creio que a maioria dos trabalhos mais relevantes do meio musical já tenham sido lançados. Neste mês de novembro tivemos algumas surpresas, e listo aqui cinco delas. Vamos lá!

Swallow The Sun — Songs From the North

Melodic Doom/Death Metal
Finlândia

Sou um fã de carteirinha da banda já tem uns 10 anos e quem convive comigo — e curte um metalzão — sabe muito bem o quanto idolatro este sexteto finlandês, encabeçado pelo guitarra Juha Raivio. Indubitavelmente, The Morning Never Came é o trampo mais simbólico da banda, mas não dá pra discordar de que os caras elevam o nível “doomico” a cada novo lançamento, e por aqui não foi diferente.

Gloom, beauty and despair, são três palavrinhas que se encaixam muito bem neste álbum — pasmem — triplo! O volume 1, é todo aquele STS que conhecemos, com seu doom/death característico e que posso estar destacando a faixa From Happiness to Dust, e TORCENDO para que a mesma seja incluída no repertório dos shows.

Já no segundo volume, temos um álbum todo acústico e sem a presença dos guturais. Lembrando que temos a participação de muita gente nos vocais de apoio e “duplinha” com o Miiko, do naipe Aleah do Trees of Eternity e do Nathan Ellis do Daylight Dies. Neste trampo aqui, destaco o feeling da canção tema desta epopeia doomica, Songs From the North.

Já no terceiro momento e com pelo menos uma hora de duração em cinco faixas, temos o STS com seu poderio funéreo: Cara, é um dos trampos mais dark-interpessoal que já ouvi! Intrínseco mesmo. Só um detalhe de que não dá pra aproveitar tudo numa única audição ou mesmo em um dia. Tudo a seu tempo… em 60 bpm :P

Songs From the North é um marco na carreira do Swallow the Sun e de toda a cena em que se “enquadram”.

Dica 1: Audição noturna, plz!
Dica 2: Ouvir na bad? Pode ser perigoso!

Trans-Siberian Orchestra — Letters From the Labyrinth

Orchestral/Progressive Rock/Metal
Estados Unidos

Poxa, nem consigo me lembrar de quanto tempo fazia que NÃO OUVIA Trans-Siberian Orchestra. Provavelmente foi com o trampo Beethoven’s Last Night (2000), o que causou uma nostalgia tremenda quando dei o play com Letters From the Labyrinth.

Já vou logo avisando que a vocal mais “hypada” Lzzy Hale está por aqui e faz bonito heim? Ela dá sua interpretação na versão Moon de Forget About the Blame, uma das canções mais feeling do álbum.

No quesito composição, não tem muito o que falar não é mesmo? Jon Oliva manda vê no instrumental e Paul O’Neil nas letras — creio que seja esta a divisão de serviço, se não, corrige aí ;D — e para você que curte um prog metal e também aquele progressivão orquestrado 70’s — alá EL&P — vai pirar em cada segundo disso aqui. Indispensável!

E aí tio Tobias? Deu uma zorvida nisso aqui? Quero que o próximo do Avantasia esteja tão bom quanto isso aqui, se é que podemos comparar um com o outro. Fica o desabafo :v

Manegarm — Manegarm

Viking/Black/Folk Metal
Suécia

Confesso que este último trampo dos suecos é o mais bacana da carreira desde Vredens tid (2005). Tem tudo o que você espera da banda: Baterias ritmadas naquele padrão “pagão de ser”, músicas para dançar e cantar, e músicas para guerrear O.O’.

É claro que não entendo niente do idioma sueco, mas da pra sacar o contexto épico de contos viking e do paganismo. Pegue aquele seu hidromel barato, “bote esse disco pra rodar” em seu player, e curta um dos trampos mais épicos do ano. Sério, épico mesmo!

Dica de Odin: Tem um mangá da Panini batuta, chama Vinland Saga. Se tu curte este tipo de temática, manda ver na leitura também ;)

Nana Mizuki — Smashing Anthems

J-Pop
Japão

Se você curte esse meio otaku life-style, com toda certeza já ouviu algum tema dessa guria aí e que também, conhecida por seu trabalho de dublagem. Se você apenas curte um J-Pop, já sabe que ela é uma das cantoras mais expressivas do meio.

Com mais de 15 anos de carreira, ela já explorou diversos elementos em sua música, e hoje está com aquela vertente mais “eletro-house-pop” do que o rockzinho maroto de outrora e tendência no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000.

Smashing Anthems é assim. Umas pitadinhas de “kawaii-desu” com cerejinha no refrão. Duas audições e você vai estar cantarolando alguma faixa. Indicado para fãs do gênero!

Grimes — Art Angels

SynthPop
Canadá

Que belezinha este trampo da canadense! E fico feliz que a Claire não tenha “se vendido” para a mídia, como outras aí — viuuuuu Ellie? [recalcada :v] — e tenha se mantido num synth pop de responsa. Meu, olha essa capa? Quem aí jogou um Nintendo 64, viu Evangelion, 3x3 Eyes e YuYu Hakusho?

A produção está impecável e dou um destaque para os graves de Life in the Vivid Dream, e um adendo de que é bacana você ouvir com um bom fone de ouvido ou claro, boas caixas de som.

Só um adendo e uma explicação desse lado “dark”. O selo que Grimes está inserido, o 4AD é — e foi — responsável na cena gótica 80’s e dream pop do mundo todo, com artistas como Clan of Xymox, Cocteau Twins e pasmem, o icônico Bauhaus.

Para você que busca um darkzinho jovial, dançar com a própria sombra na baladinha de seu quarto, é uma belezinha isso aqui ;)
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