Os melhores álbuns de 2015

Vamo lá! 
Inicialmente havia pensado em 25 títulos; Fui selecionando aqui em minha biblioteca e no fim, consegui colocar 21 obras expressivas. Precisa de um número certinho pra isso? Acho que não né :P

Apesar d’eu ouvir alguns sons mais “pops” e alternativos, a lista acabou ficando bem METAL — com alguns exceções como Grimes — mas que poxa, não pude evitar. É o que mais escuto mesmo :P

Baroness — Purple

Como já havia dito em outro post, já esperava um álbum conciso e dentro da proposta que a banda vem seguindo. Mas aí que tá, parece que a fórmula de Purple — se é que tem alguma — é trazer um som orgânico e mais próximo do feeling que os instrumentistas buscam na banda, e poxa, foram além do que eu imaginava.

Não consigo afirmar se este álbum é o melhor da carreira até o momento, mas com toda certeza é essencial e que me fará ter um apreço maior para colar num show, caso seja possível.

Abaixo, tem um link de um show que fizeram no fim do ano passado, e mostra muito do porquê da banda se sobressair no metal atual. Assista aí e julgue ;)

Swallow the Sun — Songs from the North I, II, & III

Está aqui por que sou fanboy [1] 
Creio que são 11 anos escutando os finlandeses do Swallow The Sun e mesmo que NUNCA superem o mítico The Morning Never Came, os caras sempre mandam muito bem e sabem o que fazem dentro do “death/doom melódico”.

O bacana deste álbum TRIPLO é de que: O primeiro é o trampo “classudo” da banda, com oito faixas e com todos os elementos que estamos acostumados à ouvir. Tem as mesclas do death com doom, do gutural com clean, guitarras melodiosas e dobradinhas, etc.

Já no disco II, temos algo que o STS estava devendo de uns anos pra cá, que era trabalhar com músicas acústicas. Dito e feito! Os caras mandaram ver num álbum todo de “acampamento”, digno de pé de montanha finlandesa. No terceiro disco, mostra o que o STS fez no EP Plague of Butterflies, ou seja, doomzera funérea e super ambiental.

Songs from the North está aqui pela audácia da banda em lançar um álbum triplo neste cenário musical. Mas aí é que tá, os caras já criaram o próprio cenário e público. Eles podem ;)

Ghost — Meliora

Terceiro álbum, terceira mudança, “terceiro Papa” e terceira roupagem. No primeiro se ouvia aquele som mais “cru” e bem palpado no doom/mercyfulês da vida. Já no segundo, brindaram com um trabalho mais “tecladístico”, e neste aqui meu amigo, é — como meus tios dirião — ROCKÃO puro.

O lance do rockão é quanto ao hard n heavy dos anos 70 para 80. Meliora tem o melhor trabalho de guitarra da banda — isso inclui no mix — e mostra que o Ghost vai muito além da chacota que falam por aí. É marketagem? SIM. Mas não deixa de ser um som FODA, por sinal, muito mais relevante que muita banda que se diz “true”.

Iron Maiden — The Book of Souls

Por ora, considero este trampo do Maiden o mais relevante desde a volta de Bruce com Brave New World. E para você, fã mais ávido e querendo aquela banda mais rápida dos anos 80, você não encontrará em Book of Souls… Mas o que pode-se dizer que os caras souberam envelhecer.

Por trás desta nova roupagem que o Harris deu ao donzela, todas as músicas remetem à fases e canções de outrora; Mas não se engane. O álbum não vai soar repetitivo e mostra que os instrumentistas estão entrosados e muito inspirados.

Se você ainda não ouviu, o disco é uma avalanche de conteúdo e DEMORA para abocanharmos tudo o que tem nele. Te dou umas duas ou três semanas de absorção e olha, é difícil ouvi-lo completo numa primeira audição… Pode cansar, sabe? Mas isso é problema “nosso” e por estarmos acostumados de querer tudo “curto” e “direto” atualmente. Book of Souls é à moda antiga. Book of Souls é Maiden puro! ;)

Symphony X — Underworld

Um dos lançamentos mais aguardados no meio power/técnico e guitarrístico, o Symphony X veio com um álbum pomposo, pesado, mas que difere um tanto quanto dos dois últimos lançamentos, Paradise Lost e Iconoclast.

Underworld tem uma pegada mais homogênea e traz basicamente TODAS as fórmulas que o SX já explorou, soma com algumas nuances novas — tem até um hard rock vanhaleano — e a balada Without You, incomum no repertório dos caras.

Na questão técnica e criativa, não tem muito o que falar dos caras; Temos um dos melhores times de instrumentistas do metal reunidos aí, e porquê não, o melhor vocalista de heavy metal da atualidade. Underworld, entra fácil nesta lista!

Lamb of God — VII: Sturm und Drang

Apesar dos pesares com os problemas do vocalista e frontman da banda Randy Blythe, o Lamb of God voltou com uma maestria suprema de muito feeling e groove neste petardo aqui.

Se eu fizesse esta lista no esquema de “TOP”, com toda certeza este disco estaria ocupando as primeiras posições. Se você quer escutar um metal sujo e moderno, meu, corra para VII: Sturm und Drang; Os caras sabem o que fazem.

*PS. Até brinco de que são os “novos Alice In Chains”.

Cradle of Filth — Hammer of the Witches

Andava triste com esses caras desde o ‘Damnation and a Day’ — ok, ok, Nymphetamine foi legalzinho… mas bem isso, legalzinho — e parece que o molde “pútrido e gótico” da banda nunca mais fosse voltar.

Impressão! Foram longos 13 anos de espera e pós 6 álbuns, o Dani mandou ver na inspiração com Hammer of the Witches.

A banda está entrosada — mesmo já não conhecendo mais quase ninguém que toca por lá, e olha que eu estava acompanhando os trabalhos anteriores — o instrumental bem feitinho e principalmente o batera, acertaram a mão por aqui.

Pra quem sentia falta do “cradle dazantiga”, ouça este aqui sem medo de ser feliz, ou triste… ou sem medo mesmo o.o’.

Paradise Lost — The Plague Within

Mais ou menos o mesmo caso do Moonspell quanto à Fernando Ribeiro, o vocal Nick Holmes vivencia a música do Paradise Lost e também, já são quase 30 anos de carreira só com a banda.

O interessante de The Plague Within é que tem muito da essência da banda em início de carreira (até 94, 95), com death/doom e as nuances dos vocais clean e guturais — algo que o My Dying Bride se “perdeu” nos últimos lançamentos.

Se alguém andava meio decepcionado com o Paradise Lost, esta é uma boa hora pra voltar a ouvir.

Nightwish — Endless Forms Most Beautiful

Quando tava pra sair o Wishmaster, a galera esperava um “novo” Oceanborn. Quando o Century Child, esperavam um Wishmaster… Não foi diferente com EFMB, e talvez pior.

A galera estava esperando um Imaginaerum + Old Nightwish + After Forever feelings. Que nada; Não teve nada disso e malemá teve canto lírico.

Tuomas ousou na temática — por sinal, o encarte mais bonito da banda até agora — e levou o Nightwish por um oceano nunca antes explorado. Muito da galera desacreditou e até mesmo não ouviu o long por muitas vezes — ou nem ouviu de birra — mas é indubitavelmente uma obra grandiosa, talvez não a melhor da carreira da banda, mas aquele trabalho que trilha um caminho além da música; Deveras artístico.

Moonspell — Extinct

Esta era mais uma daquelas bandas que eu também não ouvia fazia um TEMPÃO, até que resolvi desempoeirar os “mp3” e aquecer os ouvidos para a apresentação no Rock in Rio 2015.

Quanto a apresentação: Foi demais! Quanto ao álbum de trabalho em questão, Extinct: Perfeito! *E não foi à toa que ganhou o gosto do diretor artístico do Palco Sunset, Zé Ricardo.

Sabemos que a banda é super concisa e ACHO que nunca pecou em seus lançamentos. Mas o que impressiona é a vivência que Fernando Ribeiro dá em sua música. O cara respira Moonspell, e em Extinct isso é mais que evidente. Para quem curte metal, doom, gothic = Essencial.

Grimes — Art Angels

Que belezinha este trampo da canadense! E fico feliz que a Claire não tenha “se vendido” para a mídia, como outras aí — viuuuuu Ellie? [recalcada :v] — e tenha se mantido num synth pop de responsa. Meu, olha essa capa? Quem aí jogou um Nintendo 64, viu Evangelion, 3x3 Eyes e YuYu Hakusho?

A produção está impecável e dou um destaque para os graves de Life in the Vivid Dream, e um adendo de que é bacana você ouvir com um bom fone de ouvido ou claro, boas caixas de som.

Só um adendo e uma explicação desse lado “dark”. O selo que Grimes está inserido, o 4AD é — e foi — responsável na cena gótica 80’s e dream pop do mundo todo, com artistas como Clan of Xymox, Cocteau Twins e pasmem, o icônico Bauhaus.

Para você que busca um darkzinho jovial, dançar com a própria sombra na baladinha de seu quarto, é uma belezinha isso aqui ;)

Hiatus Kaiyote — Choose Your Weapon

Essa aqui veio do meu amigo japonês, Ian Kokubun. O fato interessante é de que da mesma forma que não “combinem” muito bem com o mainstream da música, a banda também não é lá tão diferentona para ser qualificada como “experimental/non-sense” demais.

Tudo aqui é explorado de uma maneira inteligente de se tocar e agradável de se ouvir, sabe, música para todas as ocasiões. A bateria “atrasadinha” e o vocal grave e marcante da cantora excêntrica, dão o brilho para o Hiatus.

Nem sei muito bem classificar isso aqui, mas se tu procura algo dentro de um Soul-Funkeado-Geek-Futuristico, essa é sua banda! :D

Amorphis — Under the Red Cloud

Este álbum é um dos mais pomposos e carregados do ano. Todo muito bem construído e sabe, dá aquela sensação de “todos os buracos” estarem preenchidos.

Amorphis detona neste álbum em todos os aspectos: No peso, na letra, na composição e claro, no feeling. Um álbum marcante na carreira da banda e que mostra que os caras não envelhecerão NUNCA.

Myrkur — M

Não tinha como deixar a “one-woman-band” de fora. Muito da galera extremista não curtiu o som da guria aí — até chamando-a de Burzuna — mas acho que ela vai além, estando à frente do norueguês.

O que chama a atenção é toda a magia envolta do álbum e o folk-misticismo; Sabe, coloquei apenas o álbum M por aqui, mas se você puder dar uma atenção no EP anterior e homônimo, vale também à pena.

E outra né: Ter um Cisne Branco dentro desse meio todo “abutrizado” do Black Metal, é mega-revigorante.

Deafheaven — New Bermuda

Parece que nos últimos anos o Black Metal vem se “reinventando” e a proximidade com o shoegaze está mais próxima e híbrida.

Quem anda fazendo isso com maestria criativa é o Deafheaven. Daqueles discos de parar na noite para escutar, New Bermuda é uma viagem pasteurizada sonora e posso dizer que é quase tão impactante quanto um Sun O))) ou um Ulver da vida.

Tá afim de algo novo? Ouça este som.

Galneryus — Under The Force of Courage

Este aqui surpreendeu o #bellanza. Confesso que nunca fui de ouvir o som dos japoneses — apesar de gostar do álbum de 2006, Beyond the End of Despair — o Galneryus vem com tudo neste lançamento.

Under the Force of Courage tem muito do que já ouvimos dentro do power metal com bandas do naipe de Angra e Stratovarius, mas claro, tem uma quedinha para as guitarrinhas lindezas e dobradas do X-Japan.

Iniciando com um prelúdio e uma instrumental na sequência, o som começa mesmo na terceira faixa com Raise My Sword. Tem melhor título para começar esta épica batalha?

Épico. Esta é a palavra que pode definir muito bem o álbum, com passagens de guitarras muito bem construídas, solos inspirado e refrões extremamente empolgantes. Posso destacar a belíssima Rain of Tears e a mais longa do álbum, a música tema com 14 minutos: The Force of Courage, praticamente uma trilha cinematográfica. De arrepiar!

Essencial para todo amante do power metal, que mesmo não tendo se reinventado faz um bom tempo, ainda garante boas “batalhas” auditivas.

Draconian — Sovran

Estava meio “cabreiro” quando a Lisa saiu da banda. Como soaria com a nova integrante?

Esse Sovran lançou em torno de muita expectativa. E surpreendeu. O álbum é de extremo bom gosto e pomposo, e nada daquele vocal “Like Tarja” — moda entre as bandas dos anos 00’s.

O que posso falar aqui com toda certeza é de que o Doom/Gothic Metal está muito representado, com os elementos de “Bela e a Fera”, guturais, líricos e temática muito bem escrita e elaborada. Uma das poucas bandas que conseguem se reinventar até os dias de hoje.

Mgła — Exercises In Futility

Mais uma belezura do Black Metal. E isso é Black Metal puro — pelo menos daquela segunda onda de bandas escandinavas. Alguns críticos o classificam como a nova “Dissection”. Tá… tá quase lá e creio que não mudarão o estilo para algo mais modernoso (como a finada banda fez em Reinkaos).

O que vale frisar aqui é que a dupla — pra variar :p — é a base contextual profunda do trampo. Assim como o Deafheaven citado por aqui, é daqueles sons intrínsecos para se ouvir com as luzes apagadas e sozinho, de preferência.

Crossfaith — Xeno

Eita. Aqui eu esperava um Fear and Loathing in Las Vegas, mas que nada! Os japoneses foram muito além e trazem o que na minha visão é o “som mais modernoso” possível, passando talvez o electronicore do I See Stars em New Demons.

Uma coisa interessante é o feat. com o vocal do Skindred (banda que mistura Reggae e Metal); Ou seja, é uma coisa de louco e uma mistureba que não parece ser tão forçada. É tudo bem feitinho — e destaque para o inglês dos caras, que não sei se vocês sabem, é difícil pacas um japa pronunciar tão bem, como é no caso aqui.

Bring Me The Horizon — That’s the Spirit

Ok, a banda já não é mais a mesma desde “sempre”. E aí que tá, estão sempre mudando e fica a dúvida: O que vem depois daqui?

Do deathcore, foram para algo quaaaaaaaase “coldplay” da vida, com diversas vocalizações, mas ok, sem frisar tanto numa fórmula pop. Esse é o espírito do novo BMTH, e se não me engano — sério, não lembro mesmo — não tem nem gutural direito.

Espero que a banda não cai na mesmice e continue nessas mudanças loucas e quem sabe, fazer um álbum mais “Metal” num futuro. Espero que não abandonem de vez, porquê né? Tão muito “novinhos” para abandonar de vez… Vale à pena, viciante. Esse é o espírito.

Caspian — Dust and Disquiet

Dust and Diquiet. Meu, que viagem sonora — e muitas vezes instrumental — que se vê desses caras. Este é o quarto trampo, e o primeiro que ouço. Confesso que ainda não fui atrás dos outros para poder aprofundar e aproveitar ainda mais isso aqui.

Algo que ando sempre fazendo, é escrever enquanto ouço isso aqui. Claro, recomendo que não esteja escrevendo nada lá muito romântico ou “bonitinho”. Aqui a parada é tensa, cavernosa e fervorosa, como um bom post-rock/metal.

Uma viagem monumental, experimental. Sei lá, simplesmente bote o som aí! :D

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