Transformação

Viver o que tenho vivido aqui na implantação de Blumenau vai muito além do que um dia eu pude imaginar que viveria como igreja.

Três anos atrás

Três anos atrás, época em que eu estava quase finalizando a faculdade, eu estava em uma situação totalmente diferente do que vivo hoje.

Em 2009, assim que finalizei o terceirão, passei no vestibular e me mudei pra Blumenau pra cursar a tão sonhada faculdade de Publicidade e Propaganda.

Em fevereiro de 2010, quando cheguei na FURB no primeiro dia de aula, acredito que meus olhos até brilhavam de tanta alegria. Entrei no curso empolgado com todas possibilidades criativas que a área me possibilitava. Mas, com o tempo, a parada acabou ficando séria.

Em 2013, cheguei no 7º período com um senso crítico exagerado e extremamente destrutivo em relação à área. Caí na furada de achar que meu conhecimento dificilmente seria aproveitado para o Reino. Além disso, pra mim, fazer propaganda parecia algo capitalista, egoísta, que instigava o consumo excessivo e não contribuía em nada pra sociedade. Podre de mim.

Eu era bom no que fazia, mas não sabia se o que eu fazia era genuinamente bom. Pensava em como poderia ser um publicitário íntegro, verdadeiramente cristão e honesto. Queria trabalhar sem persuadir as pessoas a fazerem o que não deviam. E minha conclusão foi: é impossível. Tá tudo errado e não vou ser eu quem vai consertar isso tudo sozinho.

Em maio de 2013, exatamente três anos atrás, comecei a ficar estressado e cansado, pois o fim de semestre (e do curso) se aproximava. Era sempre um perrengue por causa dos trabalhos gigantes que eu tinha pra entregar. Eu já trabalhava e estudava, não morava mais no conforto da casa da minha mãe e precisava me tornar cada dia mais independente.

Nesse momento de dificuldade, comecei a colecionar pensamentos depressivos, me achando totalmente incapaz de fazer algo bom, mesmo sendo um dos alunos com as melhores notas da turma.

Sou cristão desde que me conheço por gente, mas, nessa época, o amor de Deus parecia ter se escondido de mim. Acreditei em mentiras sobre mim mesmo e sobre a vontade de Deus.

Deus, o que você quer de mim?

Deus, o que você quer de mim?”, “Para onde você quer que eu vá?” e “O que você quer que eu faça da vida?” eram alguns dos meus questionamentos, que, naquela fase, pareciam nunca ser respondidos por Ele.

A ansiedade e a insegurança tomaram conta de mim. Finalizei o 7º semestre “pela graça”. Precisei contar com a compreensão de professores e colegas de turma, que sabiam que havia algo de errado, porque sempre fui dedicado, e nos últimos dias, não tinha mais nem força pra sair da cama e ir pra aula.

Nunca fui de neglicenciar a faculdade, mas a depressão me fez “abandonar o corre”. A empresa onde eu fazia estágio quebrou e isso fez com que eu ficasse muito mais tempo em casa, sozinho, pensando besteira. Eu tentava fazer os trabalhos da faculdade, mas começava a ter crises de ansiedade por não conseguir finalizar nada. Algumas vezes, principalmente nas horas de desespero, cheguei a pensar em tirar minha própria vida, mas sabia que isso estava bem longe de ser a solução e pra onde eu ia depois disso.

Em junho de 2013 precisei buscar ajuda médica e começar a tomar antidepressivos e remédios pra dormir. Como não estava trabalhando, nas férias de julho fui pra cidade dos meus pais pra me recuperar. Estava quase decidido a desistir da graduação, mas não sabia que caminho seguir.

Aos poucos fui me recuperando. Superei a depressão e pouco tempo depois abandonei os medicamentos controlados.

Eu não queria fazer algo que desse dinheiro, simplesmente. Queria fazer algo que realmente agradasse a Deus. E, como diz a música Luz e Trevas (http://bit.ly/LuzeTrevas) — a música que mais marcou a minha vida até hoje — “E no vazio, chegando ao fim, a esperança encontrei.” Deus usou várias pessoas pra me encorajar, e, por fim, decidi continuar. Andei mais uma milha. Pela fé, me matriculei no 8º período e segui até a última fase do curso. Nem consigo explicar a alegria do meu pai quando eu tomei essa decisão.

Resultado

Resultado: tirei 10 no meu projeto experimental em 2013 e 10 no meu TCC em 2014, que foi sobre a imagem de destino de Blumenau no Instagram e deu origem a um projeto de pesquisa em Turismo pelo CNPQ, que é meu trabalho atualmente.

Nesses 4 anos e meio de faculdade, frequentei várias igrejas, mas não me encaixei 100% em nenhuma delas. Em junho de 2014 conheci a Onda. O Davi cresceu junto comigo em Taió e se mudou pra Joinville em 2001, e faz uns quatro anos que começou a ir na Onda. Quando a Onda veio pra cá, ele começou a me marcar nos posts e um dia meti e cara e fui — sozinho. Ainda lembro do meu primeiro GP. O Monka pediu como a gente estava, e eu disse que estava me formando na faculdade, mas não sabia bem se era isso o que queria pra minha vida, mas que estava orando pra que Deus fizesse a vontade dEle. E desde lá, me apaixonei por essa igreja.

A decisão

Em setembro de 2015, decidi ser membro da Onda Dura, pois até então eu ainda tinha uma ligação muito grande com a igreja de Taió — era líder lá, ia quase todos os finais de semana fazer o corre e voltava no domingo pra cá. Participava do GP quando ficava em Blumenau ou voltava a tempo.

Atualmente

Hoje estou quase finalizando uma pós-graduação em Marketing Digital e tento fazer o máximo pra aplicar o que aprendi e continuo aprendendo na Onda. Comecei administrando a página da implantação no Facebook em 2015 e hoje sou líder do ministério de Comunicação.

A cada sábado, vejo mais rostos novos e isso é a melhor coisa que eu poderia viver.

Agora posso entender que meu caráter foi colocado à prova na pressão. E continuar sendo. Não foi fácil reagir como Cristo, mas perseverei. E falo tudo isso não pra me gabar, mas pra exaltar o nome dEle, que me sustentou quando achei que não havia mais saída, e hoje me usa para cumprir o Seu propósito: ir e fazer discípulos de todas as nações.

Esqueça minha imagem!

Esqueça a minha imagem e, toda vez que olhar para mim, lembre-se de transformação.

Saiba mais: www.ondadura.com.br