Generalize menos. Especifique mais.

Existe público para a Copa da Liga na Escócia. Então, é possível que exista pra muitas outras coisas.

Bruno Cassali

Todos estão preocupados. Nas salas de aula, corredores comerciais ou na cozinha com os pais, o assunto é o mesmo: parece que não vai sobreviver.

Porém, assim como grande parte das coisas desse mundo moderno, o jornalismo vai aguentar. Firme, não sem ser cambaleante, mas vai superar.

Não é crença, fé ou achismo. Não é intuição, boato ou esperança. É fato.

Vai acontecer como foram as outras mudanças de mídia. Do impresso pro rádio. Dele pra televisão. Depois veio a Internet. E ela agora vai tomar conta de tudo com sua capacidade de ser multiplataforma.

O modelo de negócio já mudou.

O dinheiro não vem apenas da mesma fonte de sempre, a publicidade. Ela também vai mudar dentro desse turbilhão que está a chacoalhar os processos midiáticos.

Cada dia que passa, é possível ler artigos sobre novos produtos, aventuras de bons profissionais em ramos desconhecidos e empreendimentos sonhados sendo colocados em prática. De fato, é mais fácil hoje colocar um “filho” novo no mundo.

E o que se aprende com isso é um dos óbvios caminhos da nossa comunicação: cada vez mais, o mundo digital se especializa em nichos específicos e algo é produzido com o intuito de saciar essa demanda de consumo.

Se antes apaixonados por futebol Inglês, por exemplo, tinham que esperar por um ou outro programa de televisão paga para saber as novas de seu interesse, hoje todos os clubes da English Premier League têm perfis — oficiais e paralelos — de informação em diversas redes sociais.

Além disso, é possível achar páginas pessoais de jogadores — caso seu foco não seja um clube, mas sim um atleta específico.

Quem se contentava em ver um Bayern x Borussia Dortmund lá nos tempos de Campeonato Alemão na TVE, hoje não fica um dia sem as principais novidades do Fortuna Dusseldorf em português via Twitter, por exemplo.

É isso que mudou. Essa especificidade que tira o público da tv aberta, que mata ainda mais os jornais impressos e que torna os velhos analistas de rádio obsoletos. Hoje, é muito mais fácil consumir o que quiser, da forma que preferir, no ambiente virtual do “www”.

Os princípios jornalísticos são e serão cada vez mais importantes pra tornar esses produtos atrativos. Será um número menor — em geral, muito menor — a absorver esse conteúdo. Mas ele estará infinitamente mais identificado com a proposta, pronto para acrescentar e debater sobre o assunto e esperançoso no aguardo do próximo conteúdo que o canal vai oferecer para ele.

Não é solamente o jornalismo que mudou. O modus operandi de consumo também. E é a partir desse gosto refinado, dessa fatia cada vez mais específica de mercado que se deve correr atrás.

Então, corra.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Bruno Cassali’s story.