Sabor

Diga-me teu segredo. Quero te entender… Finja que me viu, eu quero sofrer. Deixa de lado esse orgulho e ensina-me, a saber. Mostre-me… que nada é como deveria ser. Deixe-me dizer que seus olhos são a mentira da qual eu sempre quis correr. Mas uma mentira que eu sempre quis viver.

Explica-me que o mistério em seu jeito é apenas seu. Não precisa repetir, eu sei que a ilusão quem criou, fui eu. Ainda assim, eu quis acreditar nesse sabor, sabor do qual você me causou. Quis viver esse amor, esse amor que o mundo inventou.

Cacei por entre os vários labirintos, o real significado. O verdadeiro legado. Um simples ato… que mudaria meu existir. E eu me perdi nessa busca incessante. Caí, levantei e mudei. Procurei mas nunca achei. Por onde anda aquele sabor? Aquele… que você me prometeu no torpor.

Cadê esse amor, que me enganou? Acho que dissipou. Ficou só um dissabor, foi isso que você deixou. Todos os bons sabores sumiram… só ficou o ruim, aquele, o mesmo, que você causou e me arruinou.

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