Dias estranhos

Dias estranhos sempre chegam, aqueles mais complicados que os outros. Esses dias se parecem com momentos que estou no ponto de ônibus e não sei o que fazer com os braços e não me sinto bem com eles cruzados, ou com as mãos nos bolsos ou segurando a alça da mochila, no fim sempre acabo fingindo que estou tirando algo das minhas unhas. Nesses dias ouço Chet Baker mais que o normal. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá?

Queria brindar sobre alguma coisa, mas não sei sobre o quê. Na verdade eu sei, só não quero dizer, esses dias estão estranhos demais.