UPDATE: Thanks to a good friend of mine, at the end of this text is the English version.
Matheus José Maria
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Me identifico como oposição, assim como eu escrevi em um texto meu, publicado ainda ontem. Infelizmente, minha visão é discordada por muitos, e pelo visto, talvez você tenha argumentos próprios que digam “eu não concordo com isso”, o que é seu direito. Também noto os problemas econômicos e sociais do Brasil. Vejo a crise econômica brasileira não como um fator negativo de uma elite, embora isto afete-a diretamente aos seus negócios, tendo em vista que ela é detentora de capital e empresas, isto ataca diretamente aos empregos. Vejo como um problema pior aos menos favorecidos, e principalmente, parte de uma classe média que não possui estabilidade. Ou seja, a crise afeta diretamente aqueles que pouco possuem, como toda crise afeta, pois, com empresas se preparando para o pior, a tendência é enxugar folhas de pagamento e ficar somente com o necessário, entre outras coisas.

E assim como eu disse no texto, o protesto é válido. Aliás, é uma forma de se expressar. Mais uma vez, citei que o governo precisa abrir os olhos. São medidas e mais medidas que são esquecidas, agravando a situação. O governo tem problemas demais, e mais causa-me desejo de me opor mais ainda a ele quando pego o jornal de manhã cedo na minha porta e vejo algum título escandaloso. Ultimamente, eu tenho até evitado de ler, pois só de ler o nome Petrobras, meu coração sai correndo.

Porém, também me preocupa quem está protestando, pelas suas ideias. Veja bem, o impeachment é um direito constitucional. Uma população pode sim pedir o impeachment, assim como muitos podem discordar, contudo, dada ao que é a democracia, entramos naquele caso: assim como o voto, se a maioria assim decidir pedir o processo enquanto há cabimento jurídico, ele deve ser feito. Porém, veja o que acontece. Não consigo muito bem ver que eles estejam preocupados com a crise. Quer dizer, estão — assim como todos nós estamos. Mas será que a preocupação é a corrupção ou a crise? Ou melhor: é o PT ou o que está acontecendo? Pois digo, para presidente, votei em Aécio Neves no ano passado por conta de sua equipe econômica, com economistas que respeito, porém, ao ver quem votou nele e de fato, encontra-se na posição de seguidor atualmente e que votaria nele novamente para dar uma nova face ao Brasil, me dá vergonha às vezes de levantar e dizer “eu votei no candidato Aécio Neves”.

Sua atitude, especialmente como fotojornalista, foi sensacional. Como fui muito atacado ao dizer não ao impeachment e sim a uma união entre todos os partidos — veja, a participação de todos, inclusive uma democracia participava, é fundamental — , que pode trazer avanços a todos os lados. Assim como critico muitos lados da esquerda pelo demasiado extremismo, critico o deles. Parece que a população ficou estasiada com essa onda antipetista. Tudo que é ruim, é relacionado ao PT, ou melhor, tudo que é considerado ruim ou insignificante a eles, tal como o que acontece nas periferias e foi o seu alvo nesse texto, é considerado petismo.

Protestem o que quiser. Eu gostaria muito de estar em um protesto. Por mais otimista que eu esteja para ainda ver crescimento econômico em 2017, o governo precisa (e rápido) acordar. Só não vejam este grupo e fiquem da mesma maneira. É claro que precisamos rever muitas coisas, considerar muitas coisas, pensar em muitas outras. Podem até falar mal; é direito de vocês. A liberdade de expressão concede isso, mesmo que seja discurso de ódio. Só pensem antes de agir, pois todos nós somos humanos e temos sentimentos.