Se seu discurso está pronto, sua demissão também está.

Quem nunca escutou isso?

As empresas estão cheias de “sabichões”. Sabe como é, aquele pessoal que sabe as respostas para todos os problemas. Mesmo aqueles que ele nunca enfrentou. Eles nunca precisam pensar para responder algo. Tudo está na ponta da língua. Parecem metralhadoras de respostas. Chega até ser assustador. Imagino que tem gente que pensa:

“Nossa, como esse cara sabe das coisas! Incrível! E só tem 22 anos!”.

Não tenho nenhum problema com pessoas jovens que sabem das coisas. Existem muitas por aí, mas a maioria é apenas mais um fruto da minha geração: A geração que tem respostas até para o que não entendem.

Isso tudo é graças as grandes expectativas que colocaram sobre nossas costas. Que podíamos ser tudo. Bom, se podemos ser tudo, sabemos de tudo. E é aí que a coisa desanda.

Normalmente são respostas genéricas como:

“O conteúdo tem que ser relevante para o usuário! Falta inovação! Pensar fora da caixa! O problema está na falta de liderança da empresa!”

Não precisa ser nenhum gênio para chegar a essas respostas. Qualquer pessoa com o conhecimento maior do que de uma capivara consegue pensar nisso. Agora, dizer o que é conteúdo relevante, para onde deveriam inovar e como entregar mesmo com uma liderança que não se encontra no melhor momento. Vish! Aí já é querer muito. Afinal, tem que pensar de verdade.

Pior que tem gente que faz carreira fazendo isso. Dando palestras genéricas sobre as buzzwords da moda ou subindo na hierarquia de empresas boas.

Mas, como toda mentira tem perna curta, uma hora esse pessoal vai se encontrar com a realidade. Vão encontrar com um pessoa que entende das coisas e que sabe que para cada problema existe uma solução diferente. É nessa hora que a cartão de demissão também vai estar pronta. Com os mesmo termos genéricos que eles usaram a carreira inteira. “Foi atrás de novos desafios profissionais. Quis mudar de ramo de atuação. Ou mesmo o ~Ano sabático~.

Não dá para enganar todo mundo o tempo todo.