Social media é o dead end job da publicidade?

Comecei a me questionar sobre isso depois de ler esse artigo. Ele fala como os cargos de suporte ao clientes se tornaram os empregos sem saída das startups. No começo, quando as empresas ainda estão tentando crescer, dão muita importância para essas funções. Pessoas formadas em diversas áreas, muito motivadas e que estão integradas com o resto da empresa. Essas pessoas muito bem qualificadas entram porque acreditam que podem crescem dentro da empresa, ganhar participação etc. No início conseguiam. Hoje em dia, essas mesmas startups de sucesso, colocam em outro prédio ou mesmo outro estado. Para reduzir custos, uma parte da empresa perde a conexão com o resto. Com isso, o atrativo de pessoas qualificadas para empregos de entrada some.

O que isso tem haver com os empregos em social media?

O movimento é o mesmo. No começo, se pagava muito bem, agências novas com pensamento diferente, pessoas muito motivadas e afim de se relacionar com o consumidor com uma conexão direta e constante. O que é hoje? Um telemarketing gourmet. Paga mal pra caramba, horas e mais horas de trabalho, vendem o sonho que é a porta de entrada para crescer dentro da agência e da profissão.

Quem está nessa há algum tempo sabe que é mentira. Trabalhar com social se transformou na pior coisa do mundo. Criativos que antes faziam tv, jornal, revista etc. fazem agora as grandes campanhas de social e digital.O dia-a-dia é para o “baixo clero” apenas para cumprir contrato. A interação com o cliente, que é o que faz a diferença, fica para a galera do salário mínimo. Assim como em um telemarketing.

Essas pessoas ficam em outros andares ou em agências menores. Sem nenhum contato com os “grandões” que poderiam ver potencial e força de vontade da pessoa. Passam anos sem qualquer oportunidade de crescer de verdade.

O máximo que conseguem é virar o “gerente de SAC 2.0”.

Ou seja, o chefe do telemarketing moderno. Se pensar que essas pessoas investiram dinheiro para fazer uma boa faculdade e eram muito motivadas, dá para entender a frustração delas.

Grande parte das agências e dos clientes não só destruiram as redes sociais com seus anúncios ruins e sem relevância. Também destruiram uma profissão que as pessoas entraram para mudar as relações marcas e empresas.

Uma pena, o futuro parecia tão promissor.


Obs: Essa não é uma crítica ao marketing em redes sociais e a marketing de conteúdo, mas sim a posições que ÚNICA função é se relacionar com cliente.


Post escrito ao som de: Alexisonfire — Watch out!