Visibilidade estatística: Bolsa Família

O programa social Bolsa Família, implantado no Brasil em 2004 pelo governo Lula vinculado aos programas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cobre as despesas de cidadãos brasileiros que não possuem poder aquisitivo suficiente para a sobrevivência de acordo com os parâmetros do projeto. Ele cobre auxílio escolar, alimentício, à mobilidade urbana, entre outros recursos.

Apesar da disponibilidade dos dados estatísticos a respeito do repasse do capital conferido pelo Bolsa Família aos beneficiários, a procura e o interesse acerca desses números e informações é limitado, principalmente pelo fato de eles estarem localizados no Portal da Transparência, página virtual oficial do Governo Federal, e grande parte dos favorecidos pelo programa não possuir acesso à internet (57% da classe social C; 28% da D/E, de acordo com os dados coletados no Portal Brasil).

Reprodução: Senado Federal

No ano de 2016, a verba viabilizada pelo Governo Federal totaliza R$ 369.408.348.681,04, enquanto a soma destinada às famílias em condição de pobreza e extrema pobreza é representada pelo valor de R$ 28.506.168.795,00. Apesar da quantidade significativa de dígitos numéricos nesse valor, a proporção de pessoas em condições precárias no Brasil é conivente.

Segundo a mesma fonte, os estados que receberam mais fundos do Bolsa Família em 2016 são, respectivamente, Bahia (R$ 3.775.538.470,00), Santa Catarina (R$ 2.682.407.725,00) e Maranhão (R$2.313.158.322,00). Em 2015, a Bahia foi, também, o estado mais beneficiado pelo projeto, enquanto São Paulo ocupava o segundo lugar com mais de 2,5 bilhões de reais. A terceira posição foi ocupada pelo estado do Maranhão em ambos os anos. A região do território nacional que recebeu a maior quantia foi o nordeste, seguido pelo sudeste e o extremo norte do país. A média de transferências em 2015 foi de R$ 1024085235,00, enquanto a de 2016 totalizou R$ 10557840,00.

TAGS: Governo Federal, Bolsa Família, programas sociais, pobreza, estatística

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