O Uber e o mito do mito do livre mercado
Fabricio Pontin
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As pessoas estavam insatisfeitas com a qualidade do serviço prestados por taxis e então surgiu o Uber como uma alternativa. Perdendo clientes, os taxistas tomaram medidas para aumentar a qualidade de seus serviços. Isso é bom. Isso é um efeito do livre mercado.

O Uber resolveu crescer de forma acelerada e começou a perder o controle da qualidade. Outras plataformas surgiram, como Easy GO e Cabify. Os motoristas e os clientes começaram a migrar para estas plataformas. O Uber sentiu e está reformando a exigência de qualidade dos carros. Isso é bom. Isso é livre mercado.

O governo quer fazer parte disso, inserindo regulamentações e impostos. Com mais impostos, o preço do serviço aumenta. Os clientes que aceitam o aumento pagam mais, mas ironicamente o motorista ganha igual (ou menos, caso também aumente seus impostos). Alguns clientes não aceitam o aumento e deixam de usar o serviço, ou seja, os motoristas e a empresa ganham ainda menos. Com menos clientes e ganhando menos, alguns motoristas já não acham mais que o trabalho compensa e saem da plataforma. Com menos motoristas, o preço aumenta novamente ou o tempo de espera fica tão maior que já não é mais interessante. E o ciclo continua.

Isso é intervenção estatal. Isso não é bom.

O poder deve sempre estar na mão do cidadão, e não do governo. O motorista deve sempre ter o total direito de escolher se quer ser motorista ou não. O cliente deve ter várias opções disponíveis para escolher qual delas é melhor para ele. O equilíbrio chega com o tempo de forma natural.

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