Leve

— Você conhece o caos?
 — Acho que sim. Fale-me sobre o caos.
 — Bem, como foi dito uma vez: o caos não é abismo, ele é escada.
 — Então, estou rolando pelos degraus. 
 — Continue assim. Ao entender o poder criativo do caos, notará que a ordem é sua metade e, ao mesmo tempo, não faz parte da criação. A ordem destaca-se sendo parte integrante do todo. A existência da ordem é proveniente da necessidade de separação do caos, do seu ímpeto vanguardista de querer quebrar laços com o passado. Sim, a ordem é velha, mas não tanto quanto o caos. Os dois tem a mesma idade –sendo algo quantitativo ou não. Os dois se entrelaçam, revezam entre os papéis de adulto e criança, se libertam de si mesmos para tornarem-se o outro. Isso soa familiar, não? É o que existe dentro e fora de nós mesmos. Também serve como uma analogia para o casamento de duas almas, mas não em uma abordagem tradicional, é claro.

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