Minhas experiências com o olavismo
Paulo Roberto Silva
21

Eu dei o benefício da dúvida ao Olavo durante certo tempo, achando que por detrás de tudo aquilo que nitidamente não presta nele existiria um bom pensador, ou ao menos um pensador razoável, contudo, quando fui ler os textos dele sobre Descartes, Kant, Aristóteles, aí nunca mais tive nenhuma condescendência com ele, pois vi que se tratava realmente de um sujeito bronco e amador que, embora tivesse bons insights, como qualquer pessoa com algum letramento, quilo que escrevia sobre filosofia era superficialíssimo e sem rigor algum.

Durante muito tempo me incomodou uma frase do Porchat em que ele falava de “amor ao rigor”, porém, com o tempo e a observação de exemplos como esse do Olavo entendi melhor esse sentimento que orienta no sentido de ter o constante cuidado de tornar o trabalho intelectual realmente um trabalho, algo feito com esmero e paciência e não um simples meio de autoexpressão de suas tendências e desejos.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.