CARIJO NOS FUNDOS DA FORQUETA

Era Lua Minguante, e o tempo estava bom em Maquiné (RS):
nem muito frio nem muito quente, com pouca umidade. Saímos do Mato Dentro, espaço agroflorestal e de ensaios da banda ButiaDub, e cruzamos o rio algumas vezes até chegar na casa do “Cachorro”.

Luciano Corbellini, dono do apelido e da propriedade,
já nos recebeu carregando os ramos da erva podada. Sob a orientação do mestre Moisés da Luz, um dos grandes nomes do projetos carijo, e na companhia dos amigos começamos a preparar a erva.

Foi um carijo pequeno e aconchegante: instalamos lonas
ao redor do galpão para evitar os ventos da madrugada e num grupo de oito pessoas carijamos cerca de quinze quilos de erva. Apesar de quantidade pequena, a erva ficou com um sabor suave como as lembranças do churrasco, dos sambas e toques de capoeira que rolaram.

Confira abaixo alguns registros:

Foto: Giulia Sichelero

**Primeiro trabalho meu publicado pelo Coletivo Catarse, um coletivo de comunicação e cultura que segue os princípios de autogestão, cooperativismo e economia solidária.