Enquanto isso, em uma metrópole qualquer,

O céu está escuro.

as pessoas caminham apressadas pela rua; se esgueiram e sussurram com a voz ensopada de medo:

“vem chuva por aí”

CABRUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMM!!!!!

Ressoa o primeiro trovão, fazendo tremer a cidade e os corações de seus habitantes.

Os cachorros surtam, e as pessoas tentam esconder o pânico.

“Vocês todos vão pagar!!” grita a mãe natureza em mais um trovão, ressentida pelos abusos e desrespeitos de cada dia.

Começam os raios. Vinda da evaporação do rio e dos oceanos, de todas as mágoas desmatadas e rancores extintos; a água cai.

e cai.

Cai sem parar e se mistura com o vento. Rajadas ensopam, inundam e alagam.

Apesar de ter sido construída em um ambiente de mata de umidade, a grande cidade não foi pensada para lidar com a chuva. Em pouco tempo, as ruas já viraram rios e os apagões na rede elétrica se espalham.

Os metropolitanos tentam manter a postura. Acendem velas e acalmam seus animais de estimação: “Bolinha, calma. É só uma chuvinha. Estamos protegidos aqui.”

Por dentro, estão tremendo: viram muitos filmes sobre o fim do mundo. “Será que a terra cansou de nos dar segundas-chances?”

“Será que estamos mesmo protegidos aqui?”

Será?

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