Os efeitos da crise política na economia

Presidente Michel Temer (PMDB) em entrevista coletiva para a imprensa. (Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

Por Bruno Golfeto Timóteo

O cenário político brasileiro passa por uma grave crise, necessitando de medidas que estabilizem a economia do país, reconquistem a confiança dos empresários e, principalmente, resgatem a dignidade dos brasileiros.

Antônio Carlos Anacleto é professor de Filosofia e Sociologia e explica que “a crise não é uma exclusividade do Brasil, mas é acentuada nos países que, como o Brasil, são dependentes de produtos primários e obtém sua riqueza por meio de commodities. No Brasil, somou-se os problemas internos de corrupção e a instabilidade política que refreou, ainda mais, os investimentos e a economia brasileira”.

Antônio Carlos Anacleto, professor com licenciatura em Filosofia, Sociologia e Pedagogia, bacharel em Teologia, especialista em Ensino de Filosofia e mestre em Ciências da Religião.

Ele enxerga uma mudança ideológica voltada mais para questões estruturantes da economia, com a troca de presidentes. “O PT sempre esteve ligado aos movimentos de base e Michel Temer tem uma ideologia voltada para as classes média, alta e o empresariado. Acredito que este discurso de partido de pobres ou de ricos cansou o povo brasileiro e faz com que hoje não se identifiquem com nenhum deles mais”, enfatiza.

A desigualdade social, para Antônio Carlos, nunca deixará de existir. “O capitalismo não visa trazer igualdade, e tem como base, meio e fins, o lucro e na lógica do quanto mais, melhor. O socialismo se tornou frágil diante da falta de resultados concretos e o enriquecimento do empresariado tem mostrado que seu lucro não advém de sua inteligência ou criatividade, mas da exploração da mão de obra alheia”, ressalta.

Leandro Moraes Leardini é ex-assessor parlamentar e diz que a crise econômica é global, mas que o Brasil possui o agravante da corrupção. Ele comenta que “durante os governos petistas, as classes menos favorecidas tiveram um avanço e uma melhor qualidade de vida em excesso, vindo a prejudicá-los posteriormente. Hoje, esse acesso também foi reduzido para a classe média, e a corrupção acabou levando PT ao declínio”, opina.

Leandro Moraes Leardini, ex-assessor parlamentar da vereadora Regina Maria de Araújo Abdala, filiado ao Solidariedade e estudante de direito na Faculdade de Direito de Itu/SP.

Com Michel Temer na presidência do país, Leandro diz considerar as medidas econômicas adotadas pelo atual governo como uma atuação que visa recolocar o país nos trilhos. “A PEC do Teto trata de questões econômicas, e eu acredito que o principal impacto dela será no funcionalismo público. Nenhuma mudança se faz sem ajustes, então será dolorido, porém, necessário”, explica.

Para Leandro, o governo é o principal articulador da melhoria da distribuição de renda, porém, a desigualdade social também se deve à marcha histórica brasileira. “Nós evoluímos, mas temos um passado recente que se perpetua nutrindo a desigualdade no Brasil. Somos um país de dimensões continentais, com um trajeto histórico deficitário, desde a sua colonização”, ressalta.

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