Diana Ross — Love Hangover

Marilyn McLeod & Pam Sawyer, 1976

Em 1976, Diana Ross tinha 32 anos e 17 de carreira, sendo 11 com as Supremes, o grupo vocal de maior sucesso da história dos EUA. Como líder de um dos símbolo da Motown, Diana colecionou 12 singles no topo das paradas e, como artista solo, a partir de 1970, já somava três números 1. Com a voz de soprano lírico mais reconhecida da música negra, Diana havia aberto a porta para que artistas de soul e R&B fizessem sucesso no mainstream e dominassem as paradas. Então surgiu o disco e seu “four-on-the-floor”, que mudou a história da música. E Ross, é claro, foi deixar sua marca no estilo.

A dupla Pamela Sawyer e Marilyn McLeod, tradicionais compositores da Motown, haviam criado, em 1975, a canção “Love Hangover”, uma balada sensual que cresce e se torna dançante. Eles consideraram entregá-la para Marvin Gaye, mas acabaram decidindo que Diana Ross era a melhor opção. E, para ajudar a cantora em sua primeira aventura no disco, o produtor Hal Davis mandou instalar uma luz estroboscópica no estúdio. Diana entrou no clima e, a medida que a música ficou mais rápida, dançou, riu, cantarolou e até imitou Billie Holiday, a quem ela havia interpretado em um filme de 1972. Tudo isso foi capturado e o resultado foi lançado no disco Diana Ross, em fevereiro de 1976 mas, inicialmente, “Love Hangover” não foi considerada para ser lançada como single.

Só que no mesmo mês a banda The 5th Dimension regravou a música e, aí sim, a transformou em um single. Naquele momento o grupo estava na gravadora ABC, então a Motown correu e transformou a versão de Ross em single também. Um mês depois a “Love Hangover” de Diana sumiu com a concorrência e chegou ao topo da parada da Billboard — e não só no top 100 principal, mas também nos de soul e dance. A música iniciou a transformação da cantora em uma diva do disco, que culminaria em 1980, com o álbum “diana”, produzido por Nile Rodgers, do CHIC. Naquele momento, Ross passaria a quebrar uma série de recordes, se tornando uma lenda do soul, R&B, pop e disco. Com 18 singles número 1 (12 com as Supremes e seis solo) demoraria 35 anos para ser igualada — mas nunca superada.

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