Todavia é importante que o eleitor saiba que essa opção não ajudará a resolver os problemas de sua cidade e que isso é apenas mais um jeitinho brasileiro de passar por cima daquilo que tanto lhe incomoda.
Abstenção | Eleitor praticou o voto facultativo em 2016?
Cileide Alves
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Por si só, pode não ser uma ação que irá mudar a realidade do país ou de seu município, mas certamente é o início do protesto para a atual situação da política brasileira. Nosso votos são invalidados à gosto da elite e do mercado, perdemos até mesmo a soberania do voto nesta democracia. Isso faz com que a opção de votar também seja uma forma inválida de tentar mudar o rumo político da nação ou da cidade.

Na verdade, como disse em meu texto, o voto na democracia contemporânea nada mais é que um exercício vazio de nossa cidadania. É falso, é uma “doação” do nosso sistema. Não escolhemos os candidatos, não escolhemos as propostas, somos influenciados pela propaganda, não há igualdade entre os partidos, há investimento privado. Tantos erros. No fim, o voto é um erro, não intencional, mas um erro ainda assim.

A forma de mudar a realidade do Brasil (e, provavelmente, de qualquer lugar) é através da luta, como a França vem fazendo. Não necessariamente a luta violenta, física e de barbáries, mas aquela que questiona o sistema, desestabiliza o eixo de poder político-econômico. Uma luta que mostre que o destino da política não está na mão dos “políticos que nos representam”, mas na mão da própria população. Como diria Marx, “Se a classe operária tudo produz, a ela tudo pertence.”. Da mesma forma que se aplica para a economia, deve se aplicar à política. Se vivemos todos em sociedade, a sociedade a todos pertence.

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