Bruna, tudo bem?
Ana Paula
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Claro, é sempre um prazer. Eu fiz uma introdução sobre mim para justificar que mudei o tom do meu discurso porque não acho certo se apropriar de uma status do qual você não ter. Por exemplo, dizer que você é um empreendedor em série, quando você não é. (Argumentação 1)

Depois, evitei fazer a clássica “carteirada” porque como de costume, tira o foco da crítica para centrar em quem eu sou. Tampouco quis me comparar a ela, apesar de muita similaridade em muitas coisas não acho que competimos em algo. (explicando a ausência de base)

Citar as pessoas que conheço e relacionar com nomes de impacto, vou para construir o pensamento de que fazer o MIT é sim algo louvável, mas antes de tudo, não é única ou a coisa mais incrível do mundo. Claro, baseado nos meus critérios de comparação (Argumentação 2)

E por fim, esse texto foi escrito como um “desabafo”, por isso ele tem impressões pessoais e emoção. Sobre como eu construi e descontrui a imagem da Bel Pesce, e ao questiona MIT, google e a empresa que ela disse ter fundado, era baseado nas suposições que eu tinha que talvez isso não fosse verdade, como posteriormente acabou sendo exposto.

Não sei se respondi sua pergunta. E então, já que você perguntou, segue minhas principais realizações e experiência:

Fui atleta por 10 anos, entrei numa faculdade estadual, lá eu incentivei a criação da empresa jr. que acabei presidindo por 3 anos, fui responsável por coordenar a venda dos dois primeiros anos do MBA do meu curso, no total 500 alunos. Fiz alguns estágios, um deles foi na CAIXA, trabalhei 1 ano administrando a oficina do meu pai. Montei minha primeira empresa junto com um ex-namorado e um amigo, uma webrádio, chamada NãoENTRE. Quando começou a dar certo financeiramente, terminei com o ex e bom, ele pediu para eu me retirar da empresa. Quando me formei, participei de um projeto de extensão da faculdade ministrando aulas e consultoria com micro e empresários da região, ali eu tive contato com a maioria das empresas que endossei no texto. Tenho muito orgulho desse projeto, que refletiu hoje no projeto chamado 300 mulheres, onde dou consultoria gratuita para outras mulheres pela internet. Mas voltando ao passado, passei em um trainee e fui trabalhar em uma multinacional na capital do estado, passei por diversas áreas, fui promovida de jr a sr em 1 ano e meio, porque descobri que a empresa deixava de faturar 5 milhões/mês de seus clientes por um erro sistêmico que existia desde 4 anos antes, em 2 meses, eles já haviam recuperado 2 milhões/mês, recebi um prêmio de honra ao mérito concedido a pouquíssimos funcionários em toda a história da empresa. Depois de um tempo, saí para conhecer o mundo, visitei a Índia, a europa e fui fazer um intercâmbio em Londres, voltei e participei de um outro processo de trainee, dessa vez da empresa dos meus sonhos. Não passei, mas fui convidada a trabalhar lá. Fiquei 4 meses e não deu certo! Decidi arriscar sendo consultora autônoma, no começo foi difícil, então fundei uma empresa para a minha irmã administrar, a Vicky & Bardot, é uma empresa com marca própria, eu aprendi a criar as peças e ela tem uma pegada Vintage. Isso atriu consultorias, entre elas um amigo que estava desesperado porque já tinha levado o projeto para advogados e consultores e ninguém havia resolvido o problema, ajudei-o a criar uma estratégia de negociação e ele não só não deixou de perder 15 milhões como conseguiu ganhar mais 30 naquele negócio. Eu não ganhei nada por isso =( Fiz algumas consultorias, a maioria voltada a desenvolvimento de negócio, estratégia e melhoria de processo, todas com impactos menores. Em fevereiro eu iniciei um projeto bem ousado de desenvolvimento de um negócio a partir de realidade virtual, além de todos os outros projetos que mantenho. Também já publiquei 2 livros de poemas de maneira independente, já publiquei em uma antologia poética, meu trabalho da pós-graduação na Isae/FGV foi eleito um dos melhores trabalhos do ano, saiu um livro com os trabalhos e fui convidada a publicar em um evento internacional, na área de sustentabilidade em TIC.
Já tive uma carreira promissora em multinacional, mas abri mão e hoje ganho 3 vezes menos, porém me sinto plenamente realizada.

Tudo isso tendo muita chance de dar errado, pela minha própria história de vida. Então sim, tenho muito orgulho das minhas conquistas, mas tenho plena certeza que ainda não fiz 1/3 do que pretendo fazer antes de partir desse mundo. :)

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