Minha família não fazia ideia do que eu fazia e provavelmente você também não.

Comecei escrever sobre empreendedorismo e inovação quase no mesmo tempo que comecei a me aventurar em uma start-up.

Já tinha minha marca de roupa e ainda acabei criando um projeto de consultoria gratuito para mulheres na internet.

Compartilhei algumas coisas por aqui, os maiores aprendizados, as dúvidas, os erros e os acertos.

Nos últimos 7 meses devo ter escrito apenas 2 textos. Justo na fase onde mais aprendi e deveria transformar isso em conteúdo e compartilhar. Por isso resolvi voltar. Vou transformar em texto o que vivi e aprendi e que pode ajudar outras pessoas a entender um pouco como é ter uma experiência internacional, em uma das mais conceituadas aceleradoras do mundo. O Start-Up Chile.

O primeiro texto chama-se o sonho e é mais intimista...

TSF6 — Start-Up Chile. Dec 2017

O sonho.

Cheguei ao Chile para provar que Citse era possível, com uma ajuda financeira de aproximadamente 15mil dólares que o programa oferece sem exigir equity em troca, eu conseguiria rodar minha ideia e me aproximar estratégicamente dos clientes.

Tudo que aprendi. E estudei e pensei... aquele sonho de usar a sustentabilidade em tecnologia e negócios de impacto poderia se tornar algo rentável.

Ser lean, ser global. Ser prático.

Minha missão principal era: continua seguindo o dinheiro e validando o mercado.

A Citse tem uma legião de pessoas que não acreditam que transparência num dos mercados mais corruptos do mundo, infraestrutura, seja algo vendável e escalável.

E aqui mora um dos grandes problemas de ser empreendedor visionário.

1) as soluções geralmente são complexas
2) ela só faz sentido na cabeça do empreendedor e algumas pessoas em volta

Muita literatura e pessoas afirmam que o processo deve ser resolver um problema do cliente de forma simples e ir incrementando a solução com o tempo e com dinheiro.

Façam isso pequenos padawans.

É o que tento me lembrar todos os dias, vá para o cliente. Esqueça esse negócio de mudar o sistema, melhorar o mundo. Sem dinheiro a gente não chega nem na esquina.

Então eu fui pra rua validar e para minha grata surpresa as pessoas reagiram super bem. Sempre impressionadas com a solução. Mas, sempre o mas, à frente do tempo.

- Talvez em 2 anos.
- Isso é uma Ferrari, estamos dirigindo um carro popular ainda.

Nesse processo fui entendendo que estamos antecipando o que será usado nesse mercado nos próximos anos: aprendizado com a informação e, vejam bem, transparência.

Estudei o mercado de fio a pavio. O que tinha de errado, as necessidades atuais, a urgência que eles precisam resolver hoje.

Os clientes começaram a chegar mais perto, estamos quase lá.

Antencipar o futuro das cidades e transformar isso em conhecimento para que possa ser tormada melhores decisões hoje. Tornando a construção e o urbanismo mais transparente e eficiente é o que fazemos.

Não foi fácil chegar até aqui e continua sendo um desafio fazer pitch, explicar exatamente como usamos essas tecnologias em algo palpável e que vai de fato criar valor para os usuários e cliente e por fim, reduzir a ineficiência no setor.

Hoje pela manhã enviei uma mensagem pra minha família.

Grupo da Família no WhatsApp

E é isso, as pessoas muitas vezes nem fazem ideia do que estamos fazendo.

Eles precisam saber, porque os altos e baixos emocionais que passamos nessa jornada é dividido com eles, não só as conquistas.

E minha missão daqui pra frente é fazer com que cada pessoa que ver a Citse possa entender o que acontece com ela e dentro dela.

Essa semana iremos entregar nossa plataforma nas mãos do projeto Reação Urbana em Curitiba. Será usado para auxiliar no processo de recuperação do Rebouças. A ideia é que arquitetos e urbanistas de todo o mundo possam acessar a plataforma para receber insights e enviar seus projetos depois de concluídos, que poderá ser acompanhado por moradores e envolvidos.

Caso esse projetos venham a ser executados eles poderão ser acompanhados na plataforma. Que mostra tanto o que acontece do lado do setor público (dados abertos) quanto o que acontece com empreiteira (BIM, planilhas, ERP’s, outros).

A Citse se tornou real. Agora é hora de provar que ela pode ser rentável e continuar trazendo clientes para a plataforma.

E o segredo veio de: validação, tentativa, refazer, executar, executar e executar. Mais ação, a teoria a gente adequou no caminho.


No próximo texto vou falar de aceleradoras, como funciona o processo, como procurar a melhor opção. E mais.


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