Carnaval, óculo da população ou trabalho para o povo?

Por Geovanna Sobrinho | Gerente de Planejamento e PMO

Ópio é uma ação analgésica, narcótica e hipnótica. Há quem diga que o Carnaval não Brasil representa o ópio do povo, um momento eufórico de alegria, em que os cidadãos estão esquecendo os problemas que não existem no país e vivem na esbórnia. Como assim, festejar por uma semana em que o país está assolado de crimes, corrupção e pobreza? Bom, não é bem assim.

Quem foi o que fez e não entendeu esse discurso, não se lembrou de que o Carnaval no Brasil movimentou mais de R $ 2,7 bilhões entre os quatro principais centros carnavalescos (Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Paulo). A festa aquece uma enorme cadeia produtiva que vai desde a venda de um pequeno apito até se destacar como um dos momentos mais lucrativos do turismo brasileiro. Já parou para pensar em quantos empregos são gerados e quantas pessoas trabalham duro para essa festa acontecer? Quantos músicos, bailarinos, produtores de eventos, maquiadores, figurinistas, vendedores ambulantes, seguranças, hoteleiros, artistas de rua, taxistas, cozinheiros, domésticas, Carregadores, eletricistas, engenheiros e mais uma infinidade de profissionais que dependem da época do ano para impulsionar seus negócios?

Pois é meu amigo, se o Carnaval no Brasil não existisse, muito dinheiro não iria girar. Para que a cara que você julga estar lá, gritando na folia, em seu dinheiro na economia da farra e se esquecer momentaneamente dos problemas, muita coisa antes de acontecer, muito o emprego foi gerado e muitos negócios interessantes ajudar a impulsionar o nosso país. Tem muita gente virando noite de trabalho pra essa festa acontecer.

Bom carnaval!

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