Facebook e alteração na glândula pineal

Resumo

Estudos recentes associam uso continuo do Facebook com alterações na glândula pineal. Cientistas da Universidade de Nova Coimbra acompanharam grupo de usuários de rede social com uso superior a 3 horas por dia durante um período de 6 meses. Foi feito acompanhamento com imagens de raio-X do crânio, verificando variação na calcificação da glândula. [1]

1 Introdução

A glândula pineal (ou epífase neural) é uma pequena glândula endócrina do tamanho aproximado de um caroço de laranja localizada na parte central do cérebro. Tem como principal função secretar a melatonina, hormônio responsável pela regulação dos ritmos do corpo (ciclos circadianos), relógio biológicos e sono. [2] Pesquisadores portugueses analisaram a rede social (Facebook) em sua estrutura/modelo de apresentação dos tópicos e discussões. Correlacionaram limitações da ferramenta (como meio de debate de ideias) e baixo grau crítico de alguns usuários com alterações na epífase neural.

2 Princípios

O Facebook é hoje a maior plataforma digital, com mais de 1.65 bilhões de usuários no mundo, gerando mais de 4.5 bilhões de curtidas (likes) diariamente [3]. O estudo observou que a ferramenta falha em oferecer um modelo que favoreça discussões e intercâmbio de ideias, tendo como aparente objetivo conectar pessoas através de murais de exposição virtual. [4]

Observando o espaço que a plataforma destina para o conteúdo (texto) dos seus usuários, verifica-se (em sua versão desktop) que é de aproximadamente um terço da tela, a esquerda há os menus do usuário junto com os links de suas comunidades/eventos e do lado direito uma coluna reservada a publicidade. Avaliando a posição dedicada a cada post, em média não há lacuna para apresentação para mais de 4 comentários (sem ter que clicar para expandir outras postagens). Cada comentário tem um limite não maior que uma sentença até ser abreviado por “ver mais“, encurtando assim a exposição das ideias num primeiro olhar.

Com relação a referências das ideias ou fatos expostos numa postagem, a ferramenta não oferece um modelo de sub-links nos quais o usuário pode associar parte de seu texto com materiais de suporte (fontes), ajudando a embasar sua argumentação e respeitar os conteúdos oriundos de citação.

As formas de reação disponibilizadas pela ferramenta para o conteúdo publicado resume-se a uma curtida (like), o que não demonstra graus de concordância com o material publicado e muito menos sua desaprovação (não existe um botão de “não curti“). Segundo o próprio criador Mark Zuckerberg sobre a possibilidade de um botão de critica: “Isso não seria bom. E se não é algo que nós pensamos ser bom para o mundo, então não vamos criar isso…Se você não tem nada de agradável para dizer, melhor não dizer nada.“ [5]

A linha do tempo (timeline) é orientada a dar maior visibilidade para atualizações da sua rede de contatos (imagens postadas e status mais populares), levando muito pouco em conta temas de interesse do usuário. [6] Talvez o algoritmo de organização do que deve ser visualizado ou não na linha do tempo tenha influência nas diferenças dos tópicos mais populares em distintas redes sociais. Como exemplo no final do ano de 2014, onde o Facebook liderou em número de posts sobre o desafio do balde de gelo enquanto o Twitter era tomado pelo tema Ferguson nos EUA [7].

O Facebook tem como manutenção da sua plataforma a venda de publicidade, o que explica a inserção de propagandas na linha do tempo do usuário assim como os espaço reservado já citado. Com maiores opções de críticas e embasamento, as informações vinculadas por anunciantes poderiam ser repreendidas pelos usuários, vinculando uma marca com práticas e valores que desagradem seus clientes ou potenciais consumidores. Atentando que um anunciante paga para ter seu espaço na rede social, uma exposição negativa em relação a sua imagem pode ser extremamente nociva para receita de publicidade do Facebook.[8]

3 Avaliação

Partindo do pressuposto que a ferramenta não tem como proposta a discussão e críticas de ideias mas sim o compartilhamento de amenidades, foi avaliado o grau de engajamento dos usuários em temas pertinentes aos seus interesses. Foi observado que os usuários estão menos dispostos a participar de uma discussão porque estão mais conscientes da discordância de seus amigos. Porém o silencio gera também uma dúvida acerca de quão em desacordo seus amigos estão de seus pontos de vista. Por motivos já comentados, a rede social não fornece meios apropriados de crítica e diálogo, com isso há uma interpretação que os usuários preferem uma forma menos contundente de ser expressar, utilizando o compartilhamento de historias de terceiros e curtindo o status de outras pessoas sem participar de uma discussão ativa sobre suas crenças. [9]

Durante o estudo foram feitos raios-x diários dos participantes antes e depois do uso da rede social, avaliando o nível de calcificação da glândula pineal em comparação com não usuários e participantes ativos de fórum de discussão ou outra atividades de cunho crítico.

4 Conclusão

Avaliando o nível de calcificação da glândula pineal do grupo de estudo (usuários contínuos do Facebook), foi observada uma sensível concentração de cálcio (Ca2+) em comparação aos não-usuários. Estudos relacionados associam alteração na glândula pineal com sintomas do autismo e Alzheimer [10]. Em paralelo ao processo de calcificação, foi observada baixa estima e sintomas de depressão no grupo de estudo. Os usuários relataram uma espiral sentimentos, prazer e reconhecimento em suas postagens mais populares e períodos de melancolia quando tratados com ostracismo.

Referências

[1] Williams, Michelle. Pineal Gland and Circadian Rhythms. http://patient.info/doctor/pineal-gland-and-circadian-rhythms (09/2013)

[2] Wikipedia. Pineal gland. https://en.wikipedia.org/wiki/Pineal_gland#cite_note-26 (06/2016)

[3] Mccracken, Harry Inside Mark Zuckerberg’s Bold Plan For The Future Of Facebook http://www.fastcompany.com/3052885/mark-zuckerberg-facebook (11/2015)

[4] Zephoria Digital Markting. The Top 20 Valuable Facebook Statistics — Updated May 2016. https://zephoria.com/top-15-valuable-facebook-statistics/ (05/2016)

[5] Oremus, Will. You Can’t Dislike This Article. http://www.slate.com/articles/technology/future_tense/2014/12/facebook_dislike_button_why_mark_zuckerberg_won_t_allow_it.html#lf_comment=249269604 (12/2014)

[6] Mosseri, Adam. Building a Better News Feed for You http://newsroom.fb.com/news/2016/06/building-a-better-news-feed-for-you/ (06/2016)

[7] McDermott, John. Why Facebook is for ice buckets, Twitter is for Ferguson. http://digiday.com/platforms/facbeook-twitter-ferguson/ (08/2014)

[8] McFarlane, Greg. How Facebook, Twitter, Social Media Make Money From You. http://www.investopedia.com/stock-analysis/032114/how-facebook-twitter-social-media-make-money-you-twtr-lnkd-fb-goog.aspx (03/2014)

[9] Bercovici. Jeff. Debating Politics On Facebook, Where Silence Implies Dissent http://www.forbes.com/sites/jeffbercovici/2014/08/28/debating-politics-on-facebook-where-silence-implies-dissent/#28f7ceee4a0d (08/2014)

[10] Dalila, Mariana. Flúor pode afetar a pineal e gerar Alzheimer. https://www.epochtimes.com.br/alzheimer-esta-ligado-a-calcificacao-da-glandula-pineal/#.V3X_8pN97eR (10/2015)