desconstruir, 
essa palavra me veio, em meio a tantas outras, como um tiro no peito.
mas essa palavra pouco tem a ver com nosso cotidiano, o nosso feminismo, o nosso poder em desconstruir o que vemos por ai.

hoje, algo aqui dentro se desconstrói, para lá, bem adiante, seja reconstruído, não sei como, nem quando, nem onde, mas aguardo. hoje, lapidei meu coração igual quando ele era inocente, igual quando ele não era todo dia abatido, ferido, hoje ele foi destruído, mas isso é bom, é sutil, e sutileza é algo que eu gosto.

hoje eu aguardo calmamente sua reconstrução. eu o abri, dei-o inteiro, e o recebi de volta, em pedaços, minha suplica de hoje é apenas uma, saber dar tempo ao tempo e saber seguir, mesmo que em pedaços.

espero eu, nunca, nunca desistir de amar, de tentar, de seguir, espero eu, nunca, nunca deixar de sentir, já que como poeta é a coisa que mais faço. e não me arrependo.

as vezes choro pelas dores, e pela sensação -de-novo- mas amar as vezes é isso, esse ciclo repetitivo, mas nunca igual. talvez isso também não faça nenhum sentido, mas quem nunca achou que as coisas estavam acontecendo de novo, e quando viu a esquina era outra?

eu entro nisso sempre, aquela famosa sensação de -isso-ja-aconteceu- mas eis que a vida surpreende e me mostra algo familiar, mas desconhecido.

mas esse conto fica pra outro dia,

hoje

reconstrução.

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