peso
ja nao sei calcular o tamanho da minha dor, sei que sou boa em matemática, mas pareço ser melhor em des(amor)
tudo tem dado errado que já nao sei mais quando da certo.
minha mente ansiosa cria cenas, diálogos, rotinas que nunca irão acontecer.
encho-me de pensamentos bons, mas nem isso adianta.
as pessoas vivem tentando me ajudar, falando o que devo fazer.
como se eu nao tentasse nada
as pessoas falam como se eu estivesse triste e plantando tristeza
sem perceber elas me culpam por algo que eu desconheço a existência e a explicação
mas qualquer tolo sabe, que tudo que é ruim e desagrada, fazemos algo para reverter a situação
mas a minha situação, não importa de qual seja o ângulo da minha visao
é um poço sem fim, que eu cavo com uma colher
e sao tentativas e tentativas de melhorar, achar uma saida, mas cada vez fica mais fundo, mais escuro e mais úmido.
hoje eu olho para traz tentando me contentar com o que antes me fazia feliz
e nem assim, nem imaginando as possíveis coisas que podem acontecer, isso me acalma
o passado apesar de bom, nao poderá nunca mais fazer parte do meu presente, quem dira do meu futuro
nada mais tem sido bom
minha mão doi muito, esfolada de tanto cavar, sinto a água bater em meus joelhos
estou prestes a me afogar.