revi suas fotos, uma a uma e revi também as poucas fotos que tiramos juntas, a maioria que alguém tirou em algum momento que nosso amor transparecia tão grande e tão bonito, que merecia um registro fotográfico.
ainda choro, as lágrimas sempre escorrem, por mais que eu segure o choro.
eu olho teu sorriso e o descrevo sempre como "esse sorriso de criança" "saudade desse sorriso" eu grito por dentro. eu grito muito. nessas horas um abraço teu cairia bem, acalmaria meu choro. toda vez que choro eu prendo o ar, não sei porque. não consigo evitar. evitar que doa tanto, que machuque tanto, que a indecisão de, será que realmente foi melhor. esse achar.
eu procuro te evitar, a única coisa que tenho de ti, a única notícia, são essas fotos que toda vez que rolo a galeria tento apagar. não consigo.
estranho saber que tirei todas as fotos da parede e as guardei numa caixa, junto com ingressos, cartões, coisas que a mim, importam, e nossa aliança, que tu usou uma única vez e eu fui feliz ali, quando a vi em tua mão. é eu fui, não tenho do que reclamar.
hoje estava a pensar e cheguei a conclusão que amor é perdão. é um ato cego, perdoar.
amar qualquer um ama, mas não é qualquer um que perdoa.
não julgo seu amor, nem seu perdão. julgo o meu. ah fragilidade...