
5 melhores livros que li em janeiro
Para 2016 coloquei uma meta: ler pelo menos 5 livros por mês. Consegui? Consegui ler 7 livros em janeiro. Vou conseguir em fevereiro? Não sei.
Eis aqui a lista dos 5 melhores livros de janeiro.

O Filho de Mil Homens
Valter Hugo Mãe, 2012
Valter Hugo Mãe é um dos escritores portugueses mais amados da atualidade. Eu não o conhecia. Ouvi uma entrevista com ele no rádio e me interessei na hora. O Filho de Mil Homens foi uma das melhores surpresas que tive esse ano. O livro gira ao redor de Crisóstomo, um pescador que deseja se tornar pai, porém já está na casa dos quarenta e ainda é solteiro. Um dia após o trabalho árduo, ele chora em frente ao mar e pede para que o mesmo lhe dê um filho. No dia seguinte, um menino aparece procurando emprego no barco de Crisóstomo. Seria ele um filho que o mar enviou? Eu gostaria de contar mais coisas, só que acho vacilo ir além daqui. Estragaria a surpresa. É um livro com personagens fortes, que estão em busca da felicidade, amor e perdão. Chorei com o livro. Não lembro a última vez que havia chorado lendo um livro.

A Fênix Islamista
Loretta Napoleoni, 2012
Em um almoço com minha namorada, começamos a conversar sobre o Estado Islâmico. Após muita conversa, cheguei a conclusão: Não entendo porra nenhuma sobre o Oriente Médio. O único livro que havia lido a respeito foi o excelente Filho do Hamas, que como o título diz, é a biografia sobre o filho de um dos líderes do Hamas que decidiu abandonar tudo para virar informante do serviço secreto de Israel. Fui correr atrás de informações sobre o tema ISIS (Islamic State of Iraq and the Levant) e encontrei A Fênix Islamista. O livro esclarece importantes fatos sobre o terrorismo e os países ocidentais envolvidos. Esmiúça muito bem o cenário e traz informações interessantíssimas, além de explicar como funciona o mecanismo de terror usado pelo Estado Islâmico. Também aborda de maneira profissional a guerra no Oriente Médio, sem defender lados. Li em dois dias. Totalmente devorável!

Ventania
Alcione Araújo, 2011
Alcione Araújo era professor de engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais e cronista do jornal Estado de Minas. Faleceu em 2012. Deixou antes de morrer esse lindo trabalho que foi publicado após sua morte. Ventania é a história de uma cidade homônima localizada no interior de algum Estado do Brasil. O autor não revela em que região fica, o que dá uma liberdade maior para nossa imaginação. No livro, é abordada a vida de um funcionário de uma ferrovia abandonada pelo governo após o fechamento de uma mina e a decorrente queda do poder econômico. Delfos sofre um acidente com um trem e perde uma das pernas. Após o acidente e com um emprego não muito movimentado, decide se aventurar no mundo dos livros. Se apaixona pela bibliotecária da cidade e percebe que só conseguirá chamar sua atenção se virar um escritor. No meio disso tudo aparece uma garoto ainda na pré-adolescência, que é obrigado pela mãe a ler depois que ela descobre que o menino anda faltando muito às aulas e está se misturando com más influências. O garoto começa a frequentar a biblioteca da cidade e desperta sentimentos variados em Delfos. Um livro muito emocionante, que conta a vida no interior pela ótica de vários personagens cativantes.

Bonsai
Alejandro Zambra, 2012
Um livro de amor que na primeira linha já diz “No final ela morre e ele fica sozinho”. O final da história já sabemos e mesmo assim não deixa de ser interessante. Bonsai acompanha o romance entre Julia e Emilio, um casal jovem, apaixonado um pelo outro e por literatura. Um livro que fala de encontros e desencontros, perdas e ganhos. Bonsai foi traduzido em dez países e ganhou o Prêmio da Crítica e o Prêmio do Conselho Nacional do Livro como melhor romance no Chile, país de Zambra.

Nada Me Faltará
Lourenço Mutarelli, 2010
Lourenço Mutarelli, o que dizer desse cara que só faz coisas fodas e que eu considero pacas? Ícone do quadrinho nacional, roteirista, escritor e ator. É dessas pessoas que fazem tudo com perfeita maestria. Ficou mais conhecido pelo público depois de escrever o Cheiro do Ralo e por ter interpretado o chefe de Regina Cazé em “Que Horas Ela Volta?”. Antes disso tudo, no underground, já era considerado foda. Nada Me Faltará foi o primeiro livro que li dele. A história é simples: Paulo aparece na porta de casa um ano depois de ter desaparecido com a mulher e a filha. Paulo volta sozinho e sem saber o que houve. Não sente falta de nada e a cada dia que passa é mais provocado pelos amigos e pela família, todos querendo saber o que aconteceu. O estilo de Lourenço Mutarelli é ágil, sem floreios e com uma linguagem espertamente coloquial.
Ainda esse mês eu volto com os melhores que li em fevereiro. Será?