A dor era quem eu realmente era
Abro os olhos, começou mais um dia na busca do quem eu sou. É o início da minha adolescência e da formação de minha identidade como ser humano. Não pensei que fosse capaz de derrubar tantas lágrimas, e também de esboçar tantos sorrisos. Cada momento foi crucial para me definir, porém eu ainda estava perdida nesse emaranhado de fios que é a vida, cada vez me sentindo mais vazia. O que me ajudava um pouco era escrever, mas no final sempre achava tudo ruim e começava a pensar se eu conseguiria ser boa em alguma coisa.
Tanta pressão que eu colocava em mim mesma, minha mente era um mistura de confusão, medo e angústia. Essa ultima, sendo a palavra que mais me definia, essa agonia era o que me formava, era uma “amiga”, porém uma péssima amiga, que só me deixava cada vez mais mal, eu não conseguia me livrar da influência e do poder que aquele sentimento tinha sobre mim, o máximo que consegui foi esconder quem eu realmente era de todas as pessoas ao meu redor. E eu me sufocava, minha alma não conseguia respirar, eu estava morrendo por dentro.
