Resenha: Advogado do Diabo — Andrew Neiderman
Sim, esse é o livro que foi usado para fazer o filme com o mesmo nome. Clássico dos anos 90, até hoje ele é referência por causa dos seus incríveis diálogos e cenas perturbadoras. Mas e o livro? Bora falar mais sobre essa preciosidade.

Admito que comecei com preguiça. A narrativa demorou um pouco para engatar a primeira e partir para algo melhor. Porém, fui fisgado lá pela página 80 quando as coisas começaram e esquentar um pouco (desculpe o trocadilho).
Toda a história gira em torno do advogado Kevin Taylor, jovem promissor na área de Direito Criminal. Como tantos outros protagonistas advogados, ele é um profissional com ganância por poder maior do que sua realidade pode oferecer. Sua vida muda ao receber a proposta de um grande escritório de advocacia, pertencente a John Milton.
Tudo vai indo muito bem, até demais por assim dizer. Isso vai mexendo com o Kevin, até ele perceber que o Sr. Milton, e seus funcionários, sempre estão dispostos a fazer tudo o que for necessário para ganharem suas causas. Além disso, atividades um tanto quanto paranormais acabam ocorrendo e o deixando cada vez mais incomodado.
Tá, mas o diabo aparece?
Alerta: a partir daqui a sua experiência literária pode ser comprometida.
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Calma, o livro não entrega tudo de primeira. Pelo contrário, vai mostrando e criando o terreno necessário para que tudo o que está acontecendo faça sentido para o leitor. Com isso, o poder do diabo vai se mostrando nas menores coisas e nas atitudes mais banais do dia a dia, até tomarem grandes proporções.
Essa narrativa mostra que o cara lá de baixo não vem nos puxar pelo pé. Pelo contrário, nós é que vamos até ele. Isso mesmo. Nossas atitudes, desejos e intimidades vão guiando nosso caminho até o sofrimento eterno.
Uma vez que o diabo entende que nosso coração está repleto de pecados, ele faz de tudo para nos tentar ainda mais, afundando nossa alma nesses sentimentos. Assim, não poderemos mais sair das garras dele, mesmo se quisermos. Desesperador? Sim, já que até mesmo a nossa esperança é retirada de nós.
Nota: 5/5.
