Aug 24, 2017 · 1 min read
de coração pesado
alma vazia
persisto em toda mentira
todo
santo
dia
andar sobre os pedregulhos
nos escombros de cidades invisíveis
e em cada esquina irei me perguntar se já estive aqui
pois o mapa se foi com o vento
com o tempo
e assim se desfez.
circulo pelo conhecido
pois sigo minhas antigas pegadas
já quase apagadas de tanto passar
de espera eu me acostumo, de retalhos me refaço
de saudade me crio, entrelaço
me ofereço ao caos
pois já me vejo sendo o próprio
me harmonizo à destruição
pois nela me aconchego
apesar de crer em cura, de melhorar e permanecer com a cicatriz funda
prefiro e me abrigo em minha própria demolição.
