O Renascimento

Gente preciso compartilhar com vocês uma crise e umas ideia solta. Ano passado eu e meu ex terminamos um namoro de 3 anos. Foi um rompimento muito maduro, sabe? A gente se gostava, mas sabíamos que já havíamos tentado de tudo e que não rolava mais. Mesmo assim a teimosia e o carinho de um pelo outro fazia com que continuássemos no looping de arriscar de novo, de novo e de novo. O ciclo ficou vicioso por alguns meses até que decidimos parar, salvando o amor e o carinho que um tinha pelo outro.

Esses dias vi que ele tá namorando uma mina, e na boa? Fiquei feliz pra kct! Ele é um cara tão do bem, tão amor, tão gente boa que merece seguir o seu rumo com uma mina que o dê tudo aquilo que eu me via indisponível em oferecer e receber na época em que estávamos juntos.

“Nossa, como você tá madura, eu nunca ia ser amiga do meu ex”, “Ahhh assume, vai? Não bateu nenhum ciumezinho?”, “Tem foto dela aí?”, “Ela é mais bonita que você?”

Hoje, 1 ano e 1 mês depois do fim, eu tô bem, tô tranquila, cheia de outras ideias de relacionamento e mais concisa do que eu quero pra mim e do cara que for me acompanhar. Todas essas perguntas não fazem mais sentido, entende? E quando você percebe que as responde de maneira leve e certa do que sente, cara, é a melhor sensação do mundo. Você tá livre! Tá aberta pro novo e de volta pro jogo, sem precisar odiar ou falar mal do cara. Esse veneno que a maioria das mulheres guardam e distribuem faz um mal danado.

Nos dias de hoje eu entendo que transar por transar é comum. Se apaixonar por um cara e não querer falar mais com ele no mesmo dia é rotina. Se abrir muito e se fechar demais, também. Afinal, equilíbrio é o que a gente mais tenta e quer ter nessa vida, né non? Atingi-lo, bom daí já é outra ideia.

Cheguei a conclusão de que o amor e a maturidade devem andar de mãos dadas. É meio foda o processo, confesso. Rola aquela aceitação de quem você é, do que você quer e coisas de amor próprio que eu ainda desconheço. Tô longe de ser a mina que se ama por completo, que se aceita por inteiro e que tem orgulho do que é. Mano, eu nem sei o que eu quero da vida, de mim e de tudo, como depositar isso no outro? É injusto pra caralho.

Eu tô no processo de busca, de aceitação, de ter paciência e de acreditar fielmente de que tudo muda, renova e tende a melhorar. Essas paradas tem que florescer lá dentro pra desbrochar aqui fora, saca? Não tem fórmula mágica, muito menos seguir aqueles 10 passos que as revistas ensinam pra gente. O negócio é você ir aos poucos, se impondo, se observando e principalmente se escutando. Sério, a intuição feminina é um troço f-o-d-a. Quando a gente aprender a usar isso direitinho, brooother, o mundo é nosso.

Bônus: uma daquelas músicas da vida. :)