O poder secreto das playlists do Spotify

Poder cada vez maior e cada vez menos secreto.

_

Starley Hope achava que sua carreira na música ia terminar depois de escrever "Call on Me". A música parecia sua última chance de sucesso após passar anos tentando a vida como compositora. "Eu decidi que ia desistir e arrumar um 'trabalho de verdade'", confessou pro site Music Love.

Mas "Call on Me" apareceu como a número 80 das top 100 da Billboard, como o hit número 1 das paradas suecas e ficou entre as 5 mais escutadas de 9 países diferentes. Enquanto os ouvintes das rádios começavam a curtir o single de Hope, os ouvintes do Spotify já dançavam ao som dela há 6 meses.

A música deve muito de seu sucesso às playlists do Spotify. Essas playlists, criadas por usuários ou por editores da própria plataforma, formam o labirinto de curadoria através do qual o Spotify pode levar um artista da total obscuridade para o mainstream. Assim como Facebook adora lançar novos recursos pra um número bem pequeno de usuários, jogando fora o que não é bem recebido e expandindo o que é, o Spotify considera cada faixa um teste beta.

Nick Holmstein, chefe do serviço de shows e editorial, afirma que é possível analisar os dados da plataforma e dizer qual música será um sucesso daqui seis meses.

_

Ele se recusou a provar isso, mas disse que seu time viu o que ia acontecer com “Call on Me”.

Ainda assim, uma música não explode do dia pra noite. Dois meses depois do lançamento, um editor do Spotify colocou a música na versão dinamarquesa da playlist "New Music Friday". Os ouvintes receberam a faixa muito bem, de acordo com a análise que rastreia quantas vezes foi dado play em uma determinada música, o quanto da música foi escutada, se ela foi adicionada às playlists próprias dos usuários, e muito mais.

Os editores deram um pouco mais de exposição pro single um mês depois, ao colocá-lo nas playlists "Weekly Buzz" e "Pop Rising", que contam com 1.1 milhão de seguidores entre elas.

Enquanto a música continuava recebendo dezenas de milhares de plays diariamente, o Spotify começou aos poucos a largá-la em playlists populares ao redor do mundo, numa estratégia chamada de "playlisting", e os números se mantiveram bem. Um mês depois, quando praticamente 1 milhão de pessoas estavam ouvindo o som de Hope, os editores o colocaram na playlist "Today's Top Hits", que tem mais de 14,4 milhões de seguidores.

No momento em que uma faixa entra em playlists como essa, ela já foi tão testada pelo Spotify que raramente falha. "Há poquíssimos artistas que entram nas em playlists oficiais, essas maiores, e depois são retirados por não darem certo", diz Holmstein. Quando "Call on Me" entrou, ela já estava destinada a ser viral, por mais que as pessoas ainda nunca tivessem ouvido dela.

A música vem recebendo dois milhões de plays diários, e já chegou a atingir 2,6 milhões de plays em um só dia. Em suma, os usuários do Spotify ouviram o remix do som mais de 360 milhões de vezes, e a original por volta de 26 milhões. A canção de Hope está estourando agora nas rádios, seis meses depois do Spotify prever todo esse sucesso.

O caminho das playlists

_

Os serviços de streaming fundamentalmente mudaram a forma como a gente escuta música. Durante esse processo, eles mudaram também a forma como os artistas estouram.

O rádio até continua sendo a maneira mais popular de consumir música entre fãs casuais, mas a menos que você seja Drake ou Rihanna, é difícil conseguir ouvir seu som tocando por lá. Além disso, os verdadeiros fãs, aqueles que vão aos shows, compram merch e realmente pagam pela música, são usuários dos serviços de streaming.

"As playlists, as paradas, e os plays no Spotify tem se tornado a ferramenta número um pela qual selos e artistas constroem e medem seu sucesso," diz o analista de indústria Mark Mulligan. O Facebook tem mais usuários, o Youtube tem mais views, mas o Spotify representa valores mais importantes. "Se você conseguir que as coisas aconteçam bem no Spotify", afirma Mark, "isso vai fazer a roda girar".

Hoje em dia ouvintes passam metade do seu tempo dentro da plataforma escutando playlists, seja criadas por eles mesmos, por editores do Spotify ou por outros curadores de conteúdo.

_

Como resultado disso, a grande maioria dos artistas quer garantir um espaço dentro das playlists mais escutadas.

Existe um formulário pelo qual é possível inscrever sua música para aparecer nessas playlists, que qualquer um pode preencher com detalhes da sua faixa, mas um pouco de conhecimento interno ajuda. "Cada equipe da parte editorial tem sua própria maneira de trabalhar", dia James Walsh, gerente de desenvolvimento de negócios da Ditto Music, que ajuda artistas a localizarem suas músicas em lojas online.

De um tempo pra cá, a Walsh vem tentando descobrir o que acontece quando um artista aparece por primeiro em uma grande playlist oficial, ou em quarto lugar, ou em décimo quarto; A diferença entre aparecer em uma playlist enorme, mas variada, como “Good Vibes” (1,5 milhão de seguidores), ou algo menos, mas específico, como “Indiespensável”. Aguardamos ansiosos pelo resultado dessas pesquisas!

Aqui na Buzz Music Content, oferecemos o serviço de distribuição digital, bastante alinhado com essa nova realidade do poder das playlists. Junto com os parceiros da Tratore, colocamos não só sua música nas principais plataformas de streaming, mas ajudamos com o planejamento de marketing do lançamento, com o objetivo concreto de obter o destaque da faixa dentro das maiores playlists oficiais feitas pelo Spotify Brasil.

Para ter acesso à alguns cases de distribuição digital feito pela gente, dá uma olhada no conteúdo desse link aqui. De uma maneira ou de outra, não se pode garantir a entrada, mas é possível colocar o seu som na frente das pessoas certas.

Segundo David Dines, responsável pelo marketing digital da Tratore, e pelo relacionamento deles com as plataformas de streaming, mesmo que a música não entre em playlists oficiais, esse planejamento na hora do lançamento é essencial. As faixas que contam com indicação da Tratore, por exemplo, tem uma possibilidade bem maior de entrar em playlists criadas por algoritmos, que se adequam ao gosto do ouvinte. É o caso do "Descobertas da Semana" e do "Radar de Novidades" aqui no Brasil.

_

Esse texto é traduzido e adaptado de um texto original da WIRED. Para ter acesso ao texto original, por favor clique aqui.

Bom, por hoje é isso. Lembrando que se você curtiu esse conteúdo pode ajudar a gente deixando seu like aqui embaixo e recomendando a leitura pros seus amigos. Vamos espalhar essas ideias!

Se ficou alguma dúvida ou se quer nos sugerir um assunto, manda um email pra contato@buzzmusiccontent.com.

Ah, e curte a página da Buzz no face caso ainda não esteja lá com a gente: https://www.facebook.com/buzzmusiccontent/ .

A gente se vê no próximo post ok? Até mais!

_