“I bloom just for you” — Conheça o florescer de Troye Sivan, mas cuidado com seus espinhos…

Ontem foi o lançamento do álbum de Troye Sivan, por titulo “Bloom” em tradução -florescer- e isso é o que o álbum em si mostra, um crescimento em vários quesitos por parte de Troye.
Diferente de seu antecessor o “Blue Neighborhood” em tradução -vizinhança triste, caso você não saiba “blue” pode ser traduzido como “triste, melancólico ou deprimido”- que foi um álbum como o próprio título e as faixas narram. Uma série de experiências vividas por um jovem adolescente que está descobrindo o mundo a sua volta, que tem sonhos e medos, seus anseios envolvem o medo de se apaixonar, a experiência de um beijo e a total entrega aos seus desejos. Vale lembrar que a sonoridade e melodia são mais o que chamamos de alternativa e pop, traz uma lembrança de outros álbuns como o Pure Heroine de Lorde, ou até o Electra Heart da Marina and the Diamonds, o CollXtion II de Allie X (que colaborou com ele na composição de algumas das faixas) entre outros álbuns.
Mas voltado ao Bloom, nosso foco. O álbum é totalmente diferente do antecessor em alguns aspectos, e lembra em outros. O que já havia sido revelado pelo Troye, que disse o seguinte em entrevista ao PopCrush:
“Eu não acho que o mundo precisa de um álbum sobre gays tristes agora”.
Realmente o álbum traz algo voltado para a paixão, vida e amor. Durante as faixas, apesar de algumas serem mais lentas, são mais animadas que no outro. O que me decepcionou individualmente é que era isso que eu gostava no Blue Neighborhood, a tristeza e o fardo que ele carregava, a busca pela libertação e as tristezas que passamos. Porém, como ele diz na mesma entrevista, a vida é feita de fases e ele não está nessa vibe triste, pelo menos não agora.
No Bloom, ele relata o florescimento, o desprendimento dos padrões e a não se importar com o que os outros pensam, a entrega ao amor é o importante. Não mais prisões, liberdade é a palavra. Leve esse conceito para todas as áreas (rs).
Sobre as faixas, as minhas favoritas foram: My My My!, Dance To This (feat. Ariana Grande), Postcard (feat. Gordi), What a Heavenly To Die e Animal. Sendo Dance To This a melhor de todas, a voz dele combinou demais com a da Ariana e a melodia mais calma é muito divertida e mesmo soando mais calma, é ótima para dançar seja em casa sozinho, ou na hora do banho (essa dica foi dando pelo meu amigo Napoleão, kkkkkkkk).
Bem, por último e não tão importante, a capa não tem nada de incrivelmente artistico, é uma foto da suas costas da nuca para cima em preto e branco, nessa era ele optou por platinar o cabelo, algo que está em alta a pelo menos 1 ano e podemos listas vários dos artistas que fizeram o mesmo, não posso dizer que não gostei, porém não entendi o que ele diz dizer com a capa, se é que a capa faz parte do conceito.
Sendo assim, se você quer ouvir um álbum leve, porém marcado por algumas batidas mais pop,sem perder a essência alternativa é uma boa pedida. Acredito que não será tão memorável quanto outros álbuns, mas considerando os recentes lançamentos, Bloom é um destaque no cenário pop masculino que cada vez fica menor, Troye pode entrar por essa porta e quem sabe crescer muito assim como aconteceu com Lorde, mesmo sem um grande hit no álbum.
Oh my, my, my
I die every night with you
Oh my, my, my
Living for your every move.
Nota JohnWayne Critic Album: 60 (verde)
Espero que vocês tenham gostado do meu “review” e se quiserem comentar e deixar o like (kkkkkkkkkkkk), nos vemos no próximo post.
xoxo, John Wayne.
