O peito enche e dói. E eu me lembro de cada riso teu e como as nossas mãos se entrelaçavam com inocência e leveza. Não havia nenhuma malícia nem mesmo indícios de algo que fosse além da amizade. Mas algo além disso levava nosso sorriso a aparecer e nossos olhos fixarem nos olhos do outro por mais tempo.
{Eu sei que falo dos seus olhos em tudo que escrevo}
As luzes da avenida combinava tanto contigo,com aqueles dias,com os seus abraços. Pena que não era real. Era só uma fantasia que minhas emoções insistiam em criar.
Você veio e foi-se também. Dias. 
O tempo passava sem pressa e sem peso. Por mim,com você,eu ficaria na rua,andando sem rumo, sem me importar com a hora de voltar pra casa. E eu nem queria voltar pra casa naqueles dias… Com você não precisava rumo nenhum. Eu torcia com todas as forças da minh’alma que você ficasse. Que você desejasse ir pra qualquer lugar comigo,que aquelas noitem fossem nossas,mesmo que no fim nos encontrássemos cochilando um no outro nos bancos do metrô. Eu queria teu sorriso mais um pouco. Eu queria,mesmo avermelhados pelo cansaço,os seus olhares. Eu queria você perto porquê você me trazia paz.

Agora o que me resta são lembranças de um alguém que,com tanta simplicidade,me envolveu com cuidado,carinho e leveza.

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