Human First

Juro que tentarei ser o mais conciso possível por conta do tempo.

Cada vez mais, os milésimos de segundos se tornam mais preciosos na minha vida e acredito que na sua também, certo? Escrevo, neste momento, durante uma madrugada enquanto reflito o quão desafiador é para as marcas estabelecerem uma conversa com as pessoas num cenário onde as mesmas não estão nem conversando direito umas com as outras.

Há poucos anos, no mundo a.W. (Antes do WhatsApp), as pessoas se ligavam e falavam por horas e horas no telefone. Atualmente, receber um áudio de 5 minutos é praticamente um insulto de “tão grande” (eu não acho, viu amor? Pode continuar mandando! rs).

É incrível como o comportamento das pessoas muda a cada dia e como estamos cada vez com “menos tempo”…

Hoje se encerra o 5º mês do ano e fiz uma apuração do meu aproveitamento de tempo até agora. 151 dias se passaram e percebi que:

• Estive mais de 540 horas em reuniões estratégicas
• Elaborei mais de 10 planos estratégicos e/ou de comunicação
• Participei de mais de 80 reuniões de brainstorm
• Realizei 7 palestras
• Dei 3 entrevistas
• Publiquei 3 vídeos no YouTube
• Escrevi 2 artigos (contando com este)
• Assisti mais de 50 filmes/documentários
• E o restante do tempo estava com o iPhone em modo “não perturbe” curtindo com a minha noiva, família e amigos
Agora me fala: que tempo eu tenho para ter “conversinha com marcas”?

A comunicação de uma marca tem que ser muito relevante para tirar a atenção do que considero prioridade. Para conseguir lembrar dos diversos comerciais, posts patrocinados, spots de rádio, anúncios em revistas, outdoors, e-mails marketing, banners digitais, etc, que aparecem para mim em poucos minutos, a mensagem tem que “falar a minha língua” e fazer MUITO sentido. Concorda?

Sinto que estamos cada vez com “menos tempo” e, proporcionalmente, “mais carentes”. É contraditório, eu sei. Mas a gente usa o tempo como desculpa para não interagir com as pessoas e, concomitantemente, queremos a atenção dos outros. Vai entender…

Quem não fica feliz quando ganha mais seguidores nas redes sociais? Ou quando tem uma grande quantidade de likes em um post? (likes em artigos é legal também #ficaadica)
Quem não gosta de ser elogiado no trabalho na frente de todos? Ou de ganhar prêmios/reconhecimentos por algum projeto realizado?

O ser humano é cheio de sentimentos e a grande maioria de nossa espécie quer se sentir útil no mundo, seja fazendo algo grandioso com impacto na nação onde vive ou, apenas, sendo reconhecido como um bom familiar ao tratar bem as pessoas que convive.

Como, então, compreender as peculiaridades das pessoas e conseguir interagir com elas em sua jornada diária?

Do acordar ao dormir, é um desafio para as marcas avaliarem os ambientes, canais, meios e formas de se comunicar com os stakeholders. Não importa se essa comunicação será no ambiente digital ou offline, o que importa mesmo é compreender as pessoas e tentar estabelecer conversas relevantes, que façam sentido de verdade.

Por isso, ao invés de adotar os conceitos de “Digital First” ou “Qualquer Ambiente First”, precisamos considerar o “Human First”.

Conhecer bem as pessoas, a fundo mesmo, deve estar sempre em primeiro lugar. Só assim será possível com que as marcas, independentemente do ambiente, chamem a atenção das pessoas e consigam estabelecer uma conversa (e não só mostrar o produto/serviço legalzinho que está querendo vender).

Para complementar e encerrar este monólogo, segue uma indicação de documentário disponível no Netflix MUITO BOM para compreender como pensam os terráqueos. ;)

#sucesso