O aqui e agora

Quando foi a última vez que estava no lugar que mais queria estar, fazendo o que mais queria fazer? As primeiras respostas que me vêm a cabeça estão ligadas a idéia de viajar ou a prática de meditação, mesmo tendo muita dificuldade de desenvolvê-la.

Estes tempos durante a primeira atividade oficial de uma iniciativa que estamos desenvolvendo, a Coletive, ouvi o Franco, um dos idealizadores dessa empreitada, dizer:

“Espero que essa atividade seja a melhor coisa que poderia estar fazendo nessa conjunção de tempo e espaço.”

Ao ouvir isso me dei conta que saber responder de bate pronto a pergunta que abre esse texto de bate pronto pode ser o meu melhor instrumento para uma vida digna e minimamente satisfatória.

Iniciei uma reflexão que me mostrou que alguns dos principais vilões do mundo contemporâneo, também podem ser grandes indicadores de quando estou utilizando mal o meu tempo. Tentando me concentrar no trabalho, mas louco para conferir a timeline do Instagram, em uma reunião importante e se segurando para não olhar as mensagens que pipocam no Telegram. Em um restaurante rodeado de amigos e verificando se não tem notificações novas na tela do celular.

Isso me mostra uma necessidade de mudança profunda, colocar a culpa nos smartphones é fácil, quero ver reconhecer que a incapacidade de concentração vêm de dentro de mim. Ainda sabendo que em nossa sociedade, é impossível viver plenamente de acordo com o que mais queremos fazer no momento, estou determinado a conseguir responder essa pergunta diariamente e poder avaliar e mudar os meus planos cada vez que a resposta remeta um tempo distante demais do aceitável.

Se esta reflexão faz sentido para você e existe o interesse de aprofundá-la coletivamente, ficaria muito feliz de marcar um café para isso. Caso esteja longe de Porto Alegre, comenta aí em baixo sua percepção e pensamos uma maneira de aprendermos mais sobre isso. :)