Vinho produzido com maconha? Pode isso Produção?

Não só pode como encontramos esse vinho na Califórnia (Estados Unidos ). Mas muito caaaaaaaaaalma nessa hora… O uso da maconha para produção no vinho é restrito e para fins medicinais… Deixa eu te contar…

Não é de hoje que há uma grande polêmica em torno da legalização da maconha e em meio a tudo isso a forte comoção da liberação de seu uso no Brasil para fins medicinais e que já acontece também em outros países.

A utilização de maconha para pacientes parece uma discussão recente mas já foram encontrados registros do uso medicinal da maconha desde o século 28 A.C.

Na China do século 2 D.C., arqueologistas encontraram registros de Hua T’o, importante médico chinês que mudou os conceitos da cirurgia chinesa com seu ideal de aliviar as fortes dores de soldados envolvidos nas violentas guerras deste período.

Além da acupuntura, o jovem cirurgião foi a primeira pessoa na China a usar anestesia durante uma cirurgia e acreditava em uma preparação de cannabis com vinho que deixava seus pacientes insensíveis a dor.

Ao longo do tempo várias correntes espirituais também utilizaram vinho com drogas alucinógenas e psicotrópicos entre estes a cannabis para rituais religiosos e despertar da consciência.

Outra curiosidade é que há registros em Israel de infusões de canela, mel, menta e substâncias alucinógenas com vinhos.

Trazendo toda essa história para os dias atuais, temos o uso da maconha na produção de vinhos.

Nos Estados Unidos, especificamente na Califórnia a posse e utilização da cannabis para fins medicinais é legalizado com aprovação médica e os pacientes tem um cartão chamado Marijuana Identification Card Program que é uma licença para o uso com esta finalidade.

Há uma famosa cantora de rock chamada Melissa Etheridge que é ganhadora de dois Grammy de melhor vocalista mulher de rock e também de melhor canção que durante sua batalha contra o câncer de mama em 2004 utilizou a maconha para aliviar suas fortes dores.

Com esse propósito a cantora desenvolveu junto com a farmácia Greenway Compassionate Relief que completou este ano 10 anos de existência, uma linha de vinhos chamada No Label voltado para pessoas que sofrem de câncer.

A própria cantora afirma que o produto é caro e realmente somente existe na Califórnia e com autorização médica o que restringe totalmente o seu consumo mesmo para pessoas que sofrem de doenças em outros países.

Há outros produtores de vinhos que também utilizam a cannabis em seus vinhos mas que escreverei em outro post sobre isso.

Vale informar que o uso da maconha para fins medicinais foi liberado recentemente no Brasil pela Anvisa sendo que o paciente encontra enorme dificuldade nas exigências para trazer o medicamento.

E aí? Conseguem imaginar o aroma deste vinho? Qual resultado olfativo e aromático que essa espécie de blend traz?

Esse mundo dos vinhos não pára de me surpreender nunca. E quer saber? Que bom que sempre me surpreende!!!

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