Raízes: o veganismo é muito mais que um movimento.

alex e marrom

Quando fomos fotografar Alex, pedimos que ele falasse um pouco sobre sua visão do veganismo. Para ele, é muito clara sua posição: é por causa dos animais. Existem muitas outras questões que acabam se ligando ao veganismo (aquecimento global, falta de água etc), mas a consciência sobre isso deve partir do pressuposto óbvio de que os animais são nossos iguais e não comida.

“Não precisamos de frases elaboradas, nem de explicações abstratas, para que sejamos capazes de nutrir um sentimento de compaixão e cooperação mútua com outras espécies que habitam nosso pequeno planeta Terra. Dividimos a mesma casa, o mesmo teto de estrelas. É justo que também saibamos dividir a construção de uma sociedade mais livre. Livre pra viver. Livre pra deixar viver”, Alex Peguinelli.

Existem 7 chakras principais (chakras representam os centros de energia conectados com nosso corpo).

  • Básico: ligação do ser humano com o planeta.
  • Umbilical: energia responsável pelos desejos, emoções, prazer, sexualidade e cuidado.
  • Plexo Solar: autoexpressão, nossa personalidade.
  • Cardíaco: do coração, responsável pelo amor que sentimos aos outros e a nós mesmos.
  • Laríngeo: comunicação e criatividade.
  • Frontal: intuição.
  • Coronário: identificação com um ser maior, um plano espiritual.

Os animais selvagens não costumam ter o chakra cardíaco desenvolvidos. Eles protegem e cuidam, instintivamente.

Quando dois animais, de duas espécies diferentes se juntam (humanos e cães, ou humanos e gatos — como exemplos mais comuns), o chakra dos corações de cães e gatos se abrem, dessa forma, o amor que eles sentem pelos outros passa a não ser tão instintivo assim e muito mais parecido com nossa forma de amar. Sem contar que, nossos próprios chakras cardíacos se abrem quando convivemos com animais.

abacaxi, alex e marrom

“A busca de uma nova relação com os outros seres que dividem conosco esse planeta nos faz ir de encontro às raízes do que consideramos como ético. Reavaliar nossos princípios afim de ampliar nossa compaixão e respeito à esferas que vão além da humana”

O veganismo é muito mais que um “estilo de vida”, ou um movimento. É uma luta por direitos animais, pela libertação de todos os seres. Não é radicalismo, é entender que os animais possuem capacidades de sentir dor e prazer, como nós. É uma nova relação com seres inocentes, que nascem para morrer, para servir nós humanos, que sequer precisamos de suas carnes.

Uma forma de entender ainda mais profundamente o veganismo e como essa relação de poder que possuímos com animais engloba outras esferas de nossas vidas, tem um livro chamado “A Política Sexual da Carne”, de Carol J. Adams onde ela nos mostra ligações entre movimentos feministas e práticas vegetarianas.

Ou seja, essas relações de poder (mesmo que no caso de animais, são sempre colocadas em segundo plano. Ou você nunca escutou alguém dizendo: “por que as pessoas que param de comer carne não se preocupam mais com os moradores de rua do que com animais?”. No próprio livro de Carol J. Adams, ela especifica isso, que duas lutas diferentes, podem ser feitas ao mesmo tempo, sem desmerecer a outra) são todas interligadas e por dentro, funcionam da mesma maneira. O mais fraco é engolido pelo mais forte.

“Nutrir-se não de sangue inocente derramado, mas sim da terra. A busca por novas relações, mais éticas e empáticas, passa também por aquilo que escolhemos colocar em nossos pratos. Deixar de nutrir-se de corpos, para nutrir-se daquilo que nasce do chão não é uma escolha, mas uma busca por coerência em um mundo tão desigual.”, Alex Peguinelli.