Rússia ameaça banir Telegram

O órgão de vigilância das comunicações da Rússia na sexta-feira ameaçou banir o aplicativo de mensagens Telegram porque a empresa por trás do serviço não havia enviado detalhes da empresa para registro.

Em uma mensagem em seu site, a agência Roskomnadzor alertou que "o tempo está acabando" para a Telegram cumprir a lei.

Caso contrário, "o telegram deve ser bloqueado na Rússia", afirmou.

O aplicativo gratuito de mensagens instantâneas permite que as pessoas troquem mensagens, fotos e vídeos em grupos de até 5.000 pessoas. Atraiu cerca de 100 milhões de usuários desde o seu lançamento em 2013.

Em um movimento incomum, o chefe da agência, Alexander Zharov, dirigiu-se ao secretário-chefe da Telegram, Pavel Durov.

"Liguei publicamente a equipe Telegram e pessoalmente a Pavel Durov: execute a lei russa!" Zharov escreveu, acrescentando: "A escolha é sua".
Ele disse que estava enviando mensagens para a empresa "praticamente todos os dias" pedindo que enviasse informações da empresa para o cadastro de Roskomnadzor. Durov não respondeu em suas contas de rede social.

O jovem de 32 anos já criou o popular site de mídia social da Rússia, VKontakte, antes de fundar o Telegram nos Estados Unidos.

Durov disse em abril que o aplicativo "defendia consistentemente a privacidade de nossos usuários" e "nunca fez nenhum acordo com os governos".

Mas o serviço atraiu a ira dos críticos que dizem que isso pode permitir que criminosos e terroristas se comuniquem sem medo de serem monitorados pela polícia, apontando em particular o uso do aplicativo pelos jihadistas do Estado islâmico.

O aplicativo é um dos vários destinatários de uma repressão legal por parte das autoridades russas na internet e em sites de redes sociais em particular.

Desde 01 de janeiro, as empresas de Internet são obrigadas a armazenar os dados pessoais de todos os usuários em centros de dados na Rússia e fornecê-lo às autoridades sob demanda.

E o projeto de lei que já garantiu o apoio inicial no parlamento tornaria ilegal que os serviços de mensagens tenham usuários anônimos.
Também já está entrando em vigor a proibição do uso de redes privadas virtuais (VPNs) e servidores proxy para ignorar os controles da internet russa.

O jornal de negócios Kommersant criticou essas novas medidas russas, dizendo: "A internet russa precisa de proteção contra leis".

Fonte

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