A morte

Palavras do Fisca
Jul 10, 2017 · 1 min read

A morte é silenciosa e ardilosa
Rodeia os viventes sem que percebam-na
Joga com a vida como se fosse uma brincadeira
E não deixa vestígios para contar a históra

A morte é solitária, independente
Mas mexe com quem está presente, no presente
Passa por entre os dedos, sem ter medos
E a existência às vezes, se resume a ela

Como definir a vida sem ela?
Qual o destino? Onde está a linha de chegada?

Por mais que estejamos felizes com a estrada
É difícil ignorá-la, deixa-la de lado

Fico indignado, com a importância que ela tem
E se um dia, alguém, encontrar a solução que convém
Por favor, me ajude a mudar essa história
Criar outra memória
E atingir a iluminação

Pode ser certeiro ou não
Mas não deixo nunca de pensar
Seja em qualquer lugar
A morte sempre vem me assombrar

E um dia serei companheiro dela
Deixando uma parte de mim aqui na terra
E tentarei faze-la desistir de voltar
Porque aqui não é o seu lugar
Minha companheira póstuma

Palavras do Fisca

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Pode ser um blog de poesia, ou apenas um espaço para falar besteira…

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