A morte
A morte é silenciosa e ardilosa
Rodeia os viventes sem que percebam-na
Joga com a vida como se fosse uma brincadeira
E não deixa vestígios para contar a históra
A morte é solitária, independente
Mas mexe com quem está presente, no presente
Passa por entre os dedos, sem ter medos
E a existência às vezes, se resume a ela
Como definir a vida sem ela?
Qual o destino? Onde está a linha de chegada?
Por mais que estejamos felizes com a estrada
É difícil ignorá-la, deixa-la de lado
Fico indignado, com a importância que ela tem
E se um dia, alguém, encontrar a solução que convém
Por favor, me ajude a mudar essa história
Criar outra memória
E atingir a iluminação
Pode ser certeiro ou não
Mas não deixo nunca de pensar
Seja em qualquer lugar
A morte sempre vem me assombrar
E um dia serei companheiro dela
Deixando uma parte de mim aqui na terra
E tentarei faze-la desistir de voltar
Porque aqui não é o seu lugar
Minha companheira póstuma
