O mês em que eu mais aprendi…
Para quem ainda não sabe, hoje estou completando 1 mês aqui em Chico, Califórnia (USA). Na verdade, foi o mês em que eu mais aprendi e aprendi a desaprender- o mais de difícil de tudo.
Aprendi que os americanos têm o maior orgulho da sua nação. Eles fazem de tudo para facilitar as coisas e, ao mesmo, tempo tentam ao máximo serem individualistas. Contudo, não tem como não ficar maravilhado com eles. Em pouco tempo conheci pessoas muito legais e algumas delas incríveis — de todas as partes do mundo.

Também estou aprendendo a ser um pouco mais independente. Sabe como é.. .Não tinha o hábito de falar inglês todos os dias e muitas vezes tinha uma certa barreira para tal. O momento em que eu mais me divirto e pratico o idioma é quando estou jogando basquete numa academia próxima ao meu dorm. Para mim foi até uma surpresa, pois sinceramente não esperava ter capacidade de jogar igual para igual—principalmente por estar fora de forma. Bons tempos de basquete na escola e uma parte da faculdade.
Também estou aprendendo a ser um pouco mais independente. Sabe como é.. Não tinha o hábito de falar inglês todos os dias e muitas as vezes tinha uma certa barreira para tal. O momento em que eu mais me divirto e pratico o inglês é quando estou jogando basquete numa academia próxima ao meu dorm. Para mim foi até uma surpresa, pois sinceramente não esperava ter capacidade de jogar igual para igual — principalmente por estar fora de forma. Bons tempos de basquete na escola e uma parte da faculdade.
A minha melhor experiência até agora foi a visita ao Mountain View. Lá tive a oportunidade de ver (bem de perto) boa parte da história do meu curso e ao mesmo tempo conhecer uma das maiores empresas de tecnologia do mundo: o Facebook — um sonho. Além disso também conheci o Museu da Intel, algumas dependências do Google e a renomeada Stanford.

Sinceramente, no Brasil eu tinha pensado que a minha vida seria um pouco mais fácil por aqui. Tarefas de casas trabalhosas (quase uma lista de algoritmos), alimentação bizarra, clima seco e o mais engraçado de todos: o sol que se põe as 9:30 pm.
Todos os dias estou tendo que desaprender que o meu pai não está mais vivo. Desde o meu primeiro dia aqui recebi a notícia de sua morte e isso pesou e vem pesando e muito. Todos os dias eu preciso matar um leão em relação a isso.
O que me faz seguir em frente é que eu sei que agora ele está descansando. Foram longos anos de lutas contra o câncer, mas o meu maior orgulho foi entender que ele sempre lutou com a cabeça erguida e o bom humor — apesar da sua situação. Isso é algo que eu estou aprendendo e desejo levar para mim no resto da minha vida.
Não posso negar, sinto tanta falta que preciso aprender a desaprender essa falta que ele faz.

A você, pai, me orgulho de ter sido o seu filho. Aos meus familires e amigos, meu coração está com vocês.
Mais um mês vem chegando e espero que eu possa tirar o máximo dele, tanto aprendendo quanto desaprendendo. Sinto saudades de muita gente que estar torcendo por mim ai, desde os meus familiares e amigos até alguns professores da faculdade. Estranho isso, mas vou seguindo aqui para mais um mês de “aprendizado”.