Palestra sobre produção de músicas de videogame no Brasil
O começo da tarde na Campus Party foi iniciada com música. Primeiramente com o vocalista do Iron Maiden Bruce Dickinson dando uma palestra no palco principal. Com o final da palestra de Bruce, foi a vez do palco Stadium receber músicos e compositores de games. O tema principal ficou focado nas dificuldades que músicos de games enfrentam para fazer trilhas sonoras para jogos de videogame. O debate contou com Ricardo Madureira Marques, Wilson Esteves, Joel Bertioli, Fabio Schneider, Pedro Henrique Mazzilli, Thiago Teixeira Adamo e Moacyr Alves como mediador.
Logo no início do debate Thiago Adamo deixou claro que música de videogame não é tão levada a sério em nosso país. “O Brasil já tem um problema com o próprio desenvolvimento de jogos e na música de games não é diferente, é necessário investimento na área. É preciso que produtoras acreditem na música brasileira”.
Ricardo Madureira que faz parte da banda Gameboys acredita que falta eventos de músicas de games para que as pessoas possam conhecer esse tipo de trabalho. “O nicho de música de videogames no Brasil ainda é muito restrito e quando se tem eventos desse tipo são para um público bem pequeno”.
“Outro problema que ocorre no Brasil, além da falta de investimento na música de games é que produzir aqui em nosso país é muito caro”, explica Thiago Adamo que pensa que o produtor brasileiro pode chegar a um nível alto e até mesmo concorrer com produtores estrangeiros, se tiver o investimento necessário.
Com relação aos jogos no Brasil e a música de videogame Pedro Henrique Mazzilli explica que tanto a música como os jogos devem andar juntos. “A música de games só vai aparecer quando os games começarem a aparecer no Brasil.”