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O fruto da mente
Que a gente não come
É veneno que mata
O claro do ser

Que ora se perde em ilusão
Ora se deita no abismo
Se esquece que sem corda
A gravidade faz cair
No chão de espinhos 
Que é a nossa própria existência

Que te machuca e te maltrata,
Te enforca e te mata

E quando acordar de manhã
Ser só mais um
O qual nunca quis ser

E só faz parecer
O espelho do outro
Da mente do outro
Do fruto do outro
Do veneno do outro
Que o outro quis ser

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