O papel do esporte

Com a chegada da internet, o mundo, definitivamente, mudou. A abundância da informação nos encaminha para uma forma de organização menos centralizado e mais distribuída, e consequentemente mais coletiva, onde o poder de decisão está cada dia mais presente no conjunto e menos no individual.

Para entendermos o papel do esporte e como ele reflete as diferentes mudanças que vivemos na nossa forma de se organizar, precisamos voltar um pouquinho no tempo…

Na Grécia antiga, os Jogos Olímpicos da Antiguidade representavam a “trégua sagrada” e eram rituais periódicos entre os povos pan-helênicos onde haviam festivais e torneios que respeitavam regras e limites. No ano em que se celebrariam os jogos, era anunciada a data concreta que eles ocorreriam e também a Trégua Sagrada, proibindo guerras durante todo o evento para proteger os atletas e os espectadores.

Dessa forma, as Olimpíadas gregas representavam tempos de paz e interação entre os povos, permitindo uma maior comunicação e entendimento entre eles. Os esportes praticados enalteciam algumas técnicas e valores usados pelos gregos em combate. Portanto, essa tradição também representava um termômetro social, político e econômico entre os helenos.

Imagine que em determinada Olimpíada uma nação se mostrasse bem preparada para as lutas, os dardos, os discos, as corridas e todas as outras modalidades concorrentes. Era de se esperar que essa nação estava melhor preparada para as formas do trabalho rotineiro, sendo assim, também se sobressaísse em outros aspectos como bélicos, econômicos e organizacionais de forma geral. Essa nação também seria mais respeitada entre os gregos e teria maior poder de decisão na região.

Foi durante o século V a.C. que se deu o apogeu dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, até quando começaram as perturbações da Guerra do Peloponeso. Devido ao banimento de Esparta, em 424 a.C., os jogos foram realizados sob a proteção de tropas e mesmo que o exército espartano não tenha invadido o evento, estava claro que a “trégua sagrada” havia sido esquecida.

A Guerra do Peloponeso é um marco para os estudos da diplomacia e guarda uma grande importância por ter envolvido quase todos os Estados gregos.

O registro sem precedente do número de armas e homens nas batalhas e o elevado consumo de recursos materiais revelam como aconteceriam as disputas entre os humanos dali em diante.

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