Relatos de um ponto de vista

[parágrafo solto e bs]

Sou o que sou, não o que penso que poderia ser (não mais, pelo menos). Uma questão de aprendizados e experiencias que mais do que necessárias para o crescimento ao interno e consequentemente ao externo. Se conhecer para reconhecer. Assisto a falta de simpatia, um desleixo com a realidade vivida… Porém compreendo que as vezes são simplesmente escolhas. O despertar para o mundo me faz pensar em tudo que já vivi, nas pessoas que ouvi e considerei algo, conversas desenroladas e pontos de vistas novos, exatamente o que preenche a categoria “somos exatamente isso, e essa é uma das nossas mais importantes funções nesta face de terra”. Sim, socializar. Sair da caverna, botar para fora o que te anseia e ver aquilo ser revirado e retratado para ser deveras entendido por você e seu meio atuante.

Se hoje eu tenho tantas críticas a serem feitas, deveria falar, pensar, ou simplesmente escrever? Tive minha vez de falar passada. Todo recém dialogo morto por uma não-vontade, me mata. Eu deveria ter falado mais… As conclusões são claras, porém, escrever parece uma boa saída. Escreva pra quem não vá ler, fale com quem quer te ouvir e pense sobre a pessoa a sua frente: você deve falar, ou fazer um texto corrido? Acabo querendo formular a vida, o motivo é que a insatisfação me faz escolher duas estradas: ser um idiota e reclamar de cada vírgula ou buscar métodos de solução, eu fico com a segunda, obrigado.

O comodismo é uma merda e vocês estão se afundando nisso. Vidas vendidas me causam angustia e meus dentes rangem. O fato de pular a pergunta de crença (de vida, não necessariamente espiritual), te imerge no vazio superficial e te agrega centenas de nadas, além de um tempo perdido e seu timer zerando. Eu quebrei o relógio e não tenho mais que olhar pra ele, tenho apenas que observar o meu redor, questionar e concluir (ou não). A grande sacada é que eu já não me vejo como individual, vejo em coletivo, e tenho visões dos becos sem saída do labirinto. Viver é se jogar no labirinto com a esperança de parar de encontrar becos sem saída, o que não irá acontecer. Mas é justo por este motivo que o capitalismo vende ‘caminhos para felicidade’ e despreza o equilíbrio. Ninguém vende o equilíbrio pois não é objeto de lucro, é objeto de satisfação consigo, com seu entorno e universo. Estar em equilíbrio no/com o labirinto, é saber que dali não há saída, mas até em lugares sem saída podem haver belezas explicitas e ocultas, basta você conversar com quem vive o mesmo labirinto no qual está inserido (vulgo toda a raça humana).

Eu não culpo quem já desistiu, é legítimo. Mas para construir casas é preciso de bases, se há quem desistiu, resta a quem não, fazer o trabalho em dobro.
“ Se deus te deu o dom se cresce não mano…(hahaha)
 É que cê tá devendo por três” Criolo Doido;
Meu desejo é construir casas. Ouvi em um discurso de storytelling a filosofia de não ser um bonsai, que consistia em não aceitar as podas de suas folhas, galhos e raiz… De aceitar ser plantado em um solo para que se fortaleça e sua raiz cresça e você tenha o tamanho que desejar sempre a procura de uma fonte de energia pra continuar crescendo e se renovando. Aceite que é um bonsai e depois aceite ser plantado no solo. Apenas aceitei e sou hoje o que sou, disposto a aprender e a mudar opiniões, questionar e concluir para arquitetar e realizar.

Os estudos em economia básica, marketing em conceito me fez entender investimento e valor de mercado. Conceitos simples que desassociadas da esfera do capital, te dão uma gama de possibilidades de ser o que você quiser. Se algo eu aprendi em pouco tempo do meu mirante mental, é que de todo sistema se pode tirar coisas boas e funcionais. Neste caso uma simples desassociação do que é aplicado para um indivíduo ser mais conceituado numa competição por vagas de emprego: investir tempo e dinheiro em estudos técnicos e especializados para ser mais valorizado no mercado. Se retirar dinheiro e mercado, resta tempo e estudos que pode levar a prática (não necessariamente), como seria exercido num emprego, neste sistema. Ser livre é não precisar de um comando sistematizado (e cruel) para que as coisas se realizem, mas esse é apenas um ponto de vista.

O amor é importante.