Tô chegando hein !

Todo dia, o arrependimento dos 5 minutos a mais na cama bate ao sair de carro de casa. Quanto carro não é mesmo ?

No ano de 2015, em uma pesquisa de mercado realizada pelo site “ig.com.br”, levando em conta os 10 carros mais vendidos no Brasil, a frota da elite formou 924.658 veículos. Todos na lista eram considerados “carros populares”.

Não é novidade que esse famoso fenômeno das grandes capitais só aumentam, novidade, é a velocidade que os engarrafamentos vem se estabelecendo, também, nas pequenas cidades.

Em horários de pico nas vias centrais de cidades menores, com estrutura para pouco tráfego a conseqüência é só uma: ponto morto e muita paciência.

Para entendermos um pouco mais sobre a proporção de carros em uma cidade, vamos tomar como exemplo a cidade de Itu. Segundo o IBGE/2016 a cidade de cerca de 160 mil habitantes possui entre carros e motos, 114 mil veículos. A cidade de 406 anos ainda usufrui de ruas com a dimensão de sua fundação,dificultando a mobilidade urbana no centro e em demais pontos da cidade.

Semáforo da região central da cidade de Itu, numa terça feira, à pouco mais das 14h.

Neste cenário, são introduzidos jovens com toda emoção a flor da pele, junto à adultos que saíram de um estressante dia de trabalho, com ainda senhores(as) de idade, muitas vezes desprendidos de horários para chegar em casa: e de quem é a priopridade ? De ninguém, a lei é da educação.

Alexandre Coutinho, formado na PUC e pós graduado em gestão do trânsito e mobilidade urbana, tenta explicar a realidade de quem ingressa ao volante e o cenário encontrado nas vias:

Podemos ver que a maioria dos acidentes acontecem muitas vezes por motivos fúteis: discussões desnecessárias, embriaguez, excesso de velocidade. Estamos passando por um momento muito delicado, no que diz respeito a educação no trânsito. Como você analisa o problema?

As pessoas primeiramente tem que entender os conceitos do trânsito isso já desde criança, os princípios básicos para sua formação como cidadão nas escolas que serão levadas em prática por toda sua vida. Achar que tudo se resolve no “jeitinho’’ acaba atrapalhando na sua vida pessoal e consequentemente no trânsito. O próprio exemplo deveria ser dos policiais, das autoridades do transito, mas o que vemos é fazendo é tudo ao contrario é o velho ditado ”faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. De que forma eu vou cobrar um ciclista que está atrapalhando a via ou o próprio pedestre não respeita a sinalização ou o motorista que anda acima da velocidade do permitido, multá-los?

A multa, como um meio de advertência as pessoas que infringem a lei esta cada vez mais banalizada. Isso preocupa de alguma forma já que é uma das maneiras de inibir os infratoras seria um caso de transformação no Código de Transito Brasileiro?

Faz diferença para um condutor que tem dinheiro pagar inúmeras multas e que vê o transito como uma forma de exibir seu bom carro, e mostrar superioridade para as outras pessoas. Não, as multas tem o caráter de educar, disciplinar e os valores arrecadados investir no bom funcionamento do trânsito. Infelizmente isso não acontece, sabemos que a lei é para todos mas ela é só aplicada para alguns. A multa de transito se tornou uma grande industria para o governo e as prefeituras. Isso não acontece só por conta das autoridades mas também pela população que se acomoda-se com a situação e não cobra pelo seu direito de ter uma via bem sinalizada, o motorista passa todos os dias pelo mesmo lugar que necessita de uma placa de sinalização ao invés de reivindicar uma mudança prefere atravessar um cruzamento, correr risco de acidente, mas feliz por chegar ao seu destino mais cedo.

Curiosidade: EUA, Ohio, 1895. Em todo estado, haviam somente dois carros na estrada, e os motoristas destes dois carros bateram um no outro.

Claro, temos que nos adaptar a realidade, neste imenso quebra cabeças, somos a peça, e os encaixes são os responsáveis pela organização disso tudo. Em meio a tantas hipóteses e idéias para melhorar a circulação de carros e a velocidade do trânsito, chamou a atenção em uma conversa:

A educação ainda continua sendo a melhor maneira de transformar nosso trânsito, e consequentemente nossa sociedade, seja ela no transito ou no seu meio. — Dra. Gislene Ramos Adle Kaid, Psicóloga especializada em trânsito.

Em uma breve conversa com a psicóloga que realiza exames para pessoas que querem obter/renovar a habilitação, a entrevistada chamou a atenção por sua franqueza: “ — Muitos pedestres, excesso de veículos aliado com a falta de controle emocional deixa o motorista estressado, ansioso e na maioria das vezes agressivo. A grande questão ainda é a mobilidade urbana, um assunto que as cidades deixam de lado, por conta do capitalismo → consumismo →exibicionismo a qualquer custo e que gera receita para a cidade, estado e País.”.

Para tal assunto estar sendo tratado, existe uma grande importância e utilidade para todos. Os números de carro novos crescem, a média de carros por família também. Infelizmente, também cresce o número de mortes por acidentes, e cresce em valores consideráveis. O Detran/SP está realizando uma campanha com a meta de diminuir as mortem em até 50% dos números do ano anterior. A campanha “Vida, dê preferencia” mostra o levantamento, cidade por cidade, do numero de mortos, faixa etária e sexo das pessoas que foram a óbito no trânsito.

Mais informações no site oficial: http://www.segurancanotransito.sp.gov.br/

Hoje, somos agulha em palheiro. Mas muitos também são e acabam perdendo o dom mais precioso que se existe: a vida. Pequenas atitudes ajudam, mas não nos livrarão de tornar-nos vítima. Você ainda tem motivos para viver ? Tome cuidado onde anda…

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