Sobre a Metade do Coração no pulso

Parece uma brincadeira mas verdadeiramente eu possuo a “metade de um coração” desenhada por veias em meu pulso esquerdo, de acordo com minha mãe (a mulher mais apaixonada que conheço) o “amor da minha” vida terá a outra “metade” no pulso e isso dará uma bela história para contar para meus filhos e netos (talvez minha mãe veja muitos filmes do gênero romance), imagine se eu acreditasse realmente nisso, antes de conhecer qualquer pessoa eu faria a seguinte pergunta: “Vem cá, por acaso você possuí a outra metade do meu coração no seu pulso? quero saber se você será minha alma gêmea ou não”, trágico, porém cômico.

Mesmo tão sentimental acredito que devido as peças que a vida nos prega e nos erros que cometemos, acabei desacreditando em “contos de fadas” desses como de filmes com roteiro totalmente determinado, no começo tudo da certo, no meio tudo errado, e no fim tudo acaba melhor ainda, o tão aclamado “final feliz”, eu prefiro ser feliz no presente, acredito que quando algo acaba, quando pomos um “fim” isso vira passado, não é mais “final feliz”, simplesmente “fomos felizes”, acredito que reticencias sejam bem melhores do que um simples ponto final.

Olhando para essa “Metade do coração” no meu pulso consigo perceber que no caminho até minha mão, meu sangue tem a opção de seguir pela linha reta (o caminho mais curto) ou seguir para a direita (o caminho mais longo), o que faz meu sangue ser divido em duas partes, a primeira é a que segue pelo caminho reto, que procura um final , já a segunda, é a parte que esta prolongando todo o caminho e talvez volte e refaça para aproveitar a história que não possuí um final feliz, simplesmente é feliz pra sempre.