Minhas mudanças para a universidade (parte 2)

Por Caio Swan de Freitas

(Link para a parte 1, escrita há 2 meses e que eu recomendo leitura porque referenciarei várias vezes)

Essa é a história de como minhas 3 frentes iniciais de mudança para universidade evoluíram e como estão hoje. Todas vieram da minha vontade de fazer algo pela universidade antes que eu a deixasse, inspirado pelo intercâmbio que fiz.

Os resultados foram os mais diversos possíveis e daí veio a ideia de já compartilhar essa história. Cada frente teve sua peculiaridade por aspectos distintos, mas recorrentes em toda universidade.

E ainda surgiu uma fonte de frentes de trabalho pra quem quiser ajudar também.

Vamos então ao que aconteceu, minhas propostas iniciais eram:

  • Mudar as aulas
  • Ajudar no crescimento de equipes universitárias
  • Criar competições entre alunos

Para cada uma vou seguir um modelo bem simples: recapitular o que era em uma linha, dizer o que aconteceu e mostrar os planos pra frente.

Frente 1 — Mudar as aulas

Sou um dos representantes discente da Eng.Naval na UFRJ, estamos com uma reforma curricular pra ser aprovada e o passo seguinte é ter mais aulas práticas.

Fiquei estagnado nessa frente. Ainda não conseguimos que o coordenador levasse a reforma adiante e a burocracia que ele segue a risca tem nos atrapalhado e atrasado. Continuamos na luta.

Sobre as aulas mais práticas, surgiu uma luz de ajuda. Os próprios professores estão se organizando para um acordo com universidades japonesas, fazendo aulas simultâneas.

Fui assistir às pequenas apresentações que os japoneses fizeram ao nos visitar e TODOS falavam sobre aulas mais práticas com projetos embutidos e padronização de ementas das disciplinas.

No pior dos casos, já foi um incentivo e referência a mais para lutar por isso.

Frente 2 — Crescer as equipes universitárias

Já participei de muitas equipes, queria pegar minha experiência e passá-la adiante pra muitas outras equipes, principalmente em gestão do conhecimento.

Deu completamente errado. Apesar da experiência prévia, não consegui me fazer ser escutado e os contatos pararam. Meu status de “ainda aluno” não convenceu muitos outros alunos.

Ainda há uma ou outra possibilidade, mas agora o foco está nas outras frentes. Vai chegar a hora da próxima ideia de ajudá-las, mas não foi dessa vez.

Frente 3 — Criar competições entre alunos

Por outro lado, essa tá indo de vento em popa (aquele clichê que não pode faltar…hahaha).

A ideia é estimular competições entre alunos que os façam aplicar conhecimentos das aulas, no caso da Naval uma competição de mini-barcos.

Já até falei sobre isso antes no texto Minha história de calouro (e como deveria ser a recepção). Rolou, a competição vai acontecer em um mês durante a semana de recepção dos calouros (nada de trote).

O barquinho ao lado é o protótipo final projetado com simplificação máxima dos materiais, assim todo mundo consegue fazer de boa.

Fonte de frentes novas

Dos resultados do meu primeiro texto, esse certamente é o melhor de todos. Comecei a escrever no Medium por dois motivos: colocar minhas ideias em ordem e tentar inspirar pelo menos mais uma pessoa a também transformar o entorno. Deu certo! =D

Pouco depois da primeira parte desse texto, a Bianca veio me procurar: “Tenho uma ideia e preciso da sua ajuda”. Claro que fui ajudar e veja abaixo no que deu.

Muita gente volta do intercâmbio com ideias, mas praticamente ninguém as leva adiante.

Poderia haver um lugar onde essas ideias fossem recolhidas, transformadas em planos de ação estruturados e por fim realizadas. Tudo fora da burocracia da universidade, que até recolhe uma ideias, mas não tem conseguido botar muitas pra acontecer.

Semana passada já rolou uma primeira reunião e montamos 7 planos de ação de diversas ideias como: aproveitamento de espaços inutilizados da universidade, cartão recarregável para o bandejão e drive unificado por engenharias só com os melhores materiais por disciplina.

O próximo desafio é por um lado definir um meio sustentável das ideias continuarem entrando e ganhando planos de ação, e pelo outro tornar sustentável também a execução das ideias.

Como falei no começo do texto, tudo replicável para qualquer universidade. É pegar, fazer, suar muito e ser feliz. Pra fazer a diferença, por menor que seja, basta querer.


Curtiu o texto? Dá uma curtida nele apertando esse coração ❤ aí embaixo. Isso ajuda bastante a divulgar o texto nessa plataforma. Agradecido viu =)