CRÔNICA - O MITO DE BOLSONARO

Esta semana li que descobriram um suposto Triplex do Lula. Fiquei curioso para ler a reportagem, porém confesso que fiquei ainda mais curioso para saber como e o que era um tríplex, porque pelo nome eu deduziria que seria uma bala de menta edição limitada com várias unidades.

Falando em política, aliás o assunto que mais ouvi ao longo da semana, a moda agora é apoiar Jair Bolsonaro para presidente. Perdi as contas de quantas vezes vi o termo “Bolsomito” pulular na página de minhas redes sociais. É impressionante como no Brasil tudo vira futebol: torce-se para um político como se ele fosse seu time do coração. E como toda paixão, claro, não há nenhuma racionalidade envolvida.

Justiça seja feita: quando alguém me diz que apoia o Bolsonaro, não me preocupo sobre o que ela pensa, apenas tenho certeza do que penso sobre ela. Dizem que suas frases estão fora de contexto, porém, na realidade, não existe contexto nenhum apropriado para as falas desse homem.

A propósito, se eu tivesse um filho, faria como minha mãe fez comigo em minha infância: mostrar-lhe-ia a importância de estudar. Ela me disse que o estudo nos livrava da ignorância; já eu diria ao meu filho que o estudo nos livraria do Bolsonaro e das pessoas que o apoiam, além de nos ensinar a usar a mesóclise corretamente.

Esta semana também descobri duas coisas interessantes: se quiser desejar mal a uma pessoa, deseje uma dieta; e se quiser terminar um relacionamento amoroso ou de amizade imediatamente, diga que vota no Bolsonaro e que Danilo Gentili é seu apresentador favorito. Estratégia infalível.

Mais difícil que isso? Só as pessoas irem assistir aos 10 mandamentos mesmo não seguindo nenhum em vida. Mas isso é assunto para outra hora, ou melhor, outra crônica.

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