Pudim de leite

"A calda açucarada, como uma buceta molhadinha de tesão, só esperando ser provada"

Conheci Carlos no meio da semana, num dia qualquer, numa consulta de rotina. Ele, o terapeuta. Eu, a paciente. Confesso que, num primeiro momento, achei que não seria nada demais… uma coisa meio pudim de baunilha, sabe?! É bom, mas nada que te faça salivar. Já de início ele me disse que falava muito palavrão — achei graça, porque eu também falo, além de ser louca por uma boca suja (na cama então…) A conversa fluiu naturalmente, e os assuntos se alternavam entre pensamentos profundos e bobagens despretensiosas.

Aquele tipo de conversa que rende horas, que faria uma noite passar sem nem se dar conta, sabe como?! De viagens inesquecíveis passamos para o pecado da gula. Eu, que adoro doces, confessei minha paixão por chocolate. Ele, salivando, me disse o quanto gostava de pudim de leite… Ele tinha tanto prazer e desejo ao falar de um pudim que, não teve jeito: quem ficou com água na boca fui eu!

Pudim de leite, pra mim, é a sobremesa mais gostosa que existe. E digo gostosa no sentido sexual da palavra mesmo — a textura aveludada, como a pele macia dos lábios, logo depois de um beijo ardente; a consistência entre firme e mole, como o pau que se desmancha na boca depois de gozar; a calda açucarada, como uma buceta molhadinha de tesão, só esperando ser provada…

Enquanto ele falava, meu pensamento foi longe. Salivei, senti o gosto na boca e passei a língua nos lábios, bem devagar, como querendo saborear aquele doce pecado sem pressa. Fechei os olhos por uma fração de segundos e, sem me dar conta, soltei um leve gemido… Acho que não consegui disfarçar o arrepio que tomou meu corpo de imediato. Ao abrir os olhos, ele estava ali — imóvel, incrédulo, sem piscar nem respirar direito.

Eu sorri, envergonhada, mas pegando fogo. Seu rosto ficou corado, meu coração acelerou, senti minha calcinha úmida e quente. Ele respirou fundo, se ajeitou na poltrona e puxou uma almofada pra tentar esconder que estava de pau duro. Eu, já sem concentração, tentei continuar a conversa, mas não teve jeito… Era muita água na boca pra não se deliciar.

Num piscar de olhos, eu já estava de joelhos. Ele, ainda sentado, me puxou pela nuca e deu um beijo daqueles… Retribuí com uma mordidinha safada no seu lábio inferior e fui descendo pelo seu corpo. Abri os botões da camisa, um a um, sem tirar os olhos dele. Seu olhar de êxtase me deixava ainda mais molhada. Beijando e lambendo seu corpo, cheguei àquele volume que não cabia mais na calça.

Abri o zíper, deixando-o ainda vestido, só com a cueca à mostra. Encostei a boca, ainda por cima do tecido, e comecei a lamber e sugar lentamente. Pude sentir seu cheiro e a pulsação do seu pau. O tesão vinha em ondas, como um vulcão prestes a entrar em erupção. Olhando nos seus olhos, tirei seu pau da cueca e dei um sorrisinho de satisfação — estava prestes a cair de boca e me lambuzar, sem moderação.