Intercâmbio — Um sonho de muitos.

A maioria dos jovens possui o desejo de conhecer novas culturas, viajar pelo mundo e estudar ou trabalhar fora do país, na ausência de dinheiro ou oportunidade, isso tudo ficava apenas em sonhos. O Intercâmbio, que significa “troca de algo”, surgiu para mudar esse cenário e dar oportunidades a jovens com o desejo de adquirir novas experiências fora do seu país. Com esta ideia, surgiu a troca de conhecimento e cultura a partir de experiências durante o trabalho e o estudo.

O termo existe há algum tempo, mas apenas na década de 90 se tornou popular e as pessoas se interessaram por essa experiência. Geralmente, a procura é para enriquecer o currículo e colocar mais histórias na bagagem. Mas os interessados desistem quando se dão conta que não tem uma segunda língua fluente e acreditam que para conhecer outro país é preciso ser fluente em outro idioma.

Levando isso em conta, descobrimos que as oportunidades estão ao nosso lado e nem percebemos. A AIESEC, uma Instituição não governamental localizada em Campina Grande, com sede na UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) tem como objetivo engajar e desenvolver as pessoas, focando na liderança jovem e sustentável, buscando a diferença na sociedade. A organização acolhe qualquer pessoa que esteja cursando curso superior ou tenha até dois anos de formado, o voluntário precisa de 18 anos à 30 anos.

Foto oficial da empresa

A AIESEC tem várias opções de intercâmbio, você pode estagiar ou trabalhar em uma empresa internacional ou você pode ser um “Voluntário Global” participando de projetos em ONGs pelo mundo. A partir de uma seleção feita pelo Comitê Local, o candidato é escolhido e tem a opção de trabalhar com o “IGV” que trabalha com os traineers (membros da organização) vindos de fora para Campina Grande e, o “OGV” que trabalha com o pessoal campinense para o exterior. E sabe o melhor de tudo? Você não precisa ser fluente em nenhum idioma, deve apenas saber o básico do inglês e do espanhol, pois quem participa da AIESEC está ali para aprender outro idioma no decorrer do projeto.

Campina Grande é um local atraente para os gringos? Sim, e muito! Conhecemos a história de dois personagens que tiveram o prazer de fazer parte do Intercâmbio Voluntário. Um argentino que escolheu nossa cidade para conhecer, a parte do nordeste do Brasil, e uma brasileira que queria conhecer a cultura diferenciada do México.

Hernán Rivas — Pipa (RN)

Hernán Rivas Alfaro, 24 anos, argentino, nascido em Bahia Blanca começou a trabalhar na empresa AIESEC Bahia Blanca, há dois anos, mas só em fevereiro de 2017 pode se dedicar exclusivamente ao projeto. Hernán que tem formação acadêmica em Publicidade e antes exercia no ramo publicitário na Argentina, decidiu vir ao Brasil e escolheu o intercâmbio social procurando um maior impacto pessoal.

Hernán e as crianças que ele ensina na biblioteca.

Ele decidiu sair da sua zona de conforto e procurou novos desafios, entrou no projeto “Gira Mundo” que tem como objetivo a interação com novas culturas e o desenvolvimento com ações voltadas ao aprimoramento da educação.O jovem trabalha na Biblioteca das Malvinas, ensinando as crianças o idioma Inglês. Infelizmente seus dois meses no Brasil chegaram ao fim, mas antes disso eles nos contou o porquê de escolher nossa cidade e o que mais gostou em nosso país.

Entrevista com Hernán

Maria Isabelly, 20 anos, Campinense e estudante de Design de Produtos na UFCG (Universidade Federal de Campina Grande). Isabelly faz parte da AIESEC há seis meses, ela escolheu fazer intercâmbio com a intenção de trabalhar em projetos voluntários, por acreditar ser uma experiência muito engradecedora, além de ter aflorado bastante sua liderança jovem, pois teve que aprender a ter suas próprias responsabilidades em outro país.

Isabelly e as crianças do projeto “Ayuda Amiga”

Ela contou que ficou em uma casa junto com outros intercambistas da equipe que ela participava, trabalhando em dois projetos. Um deles tinha como objetivo entreter idosos em um asilo, onde os mesmos passavam muito tempo sozinhos e ter a equipe da AIESEC por perto era como se tivessem lidando com seus netos. Já o segundo projeto era voltado para crianças em uma fundação localizada em um bairro perigoso, considerado uma zona de tráfico de drogas, tinha como objetivo manter as crianças mais tempo dentro da escola para não serem influenciadas nas ruas para caminhos ilegais.

Entrevista com Maria Isabelly.
Nicolas, Gabriel e Cássia
Cássia e Nicolas

Nossa terceira personagem é Cássia Lobão, professora de Cinema no Curso de Comunicação Social na UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), hospedou um jovem intercambista através de outra instituição não governamental, a AFS. Seu filho, Gabriel, também fez intercambio no Canadá, e trouxe a ideia para sua mãe. Ela acolheu Nicolas Silveira durante seis meses e, considera o jovem um “filho de outro país”. Ela nos contou um pouco do choque cultural que o jovem viveu e como foi a experiência de hospedar alguém de outro país.

Entrevista com Cássia Lobão

A troca de informações e ensinamentos que adquirimos com a convivência de pessoas de culturas diferentes é uma experiência incrível, que nos torna pessoas melhores e com uma bagagem enriquecedora de conhecimento. Todo os personagens garantiram que todo mundo deve ao menos uma vez na vida ter a oportunidade de mergulhar em uma cultura diferente, seja ela através de intercambio ou por conta própria. Nunca é tarde para sonhar!